Saudamos os nossos sete leitores mensais com as melhores frases e citações dos primeiros 12 meses de existência dos Filhos da Pauta. A seleção foi feita por Daniel Brito, Leonardo Alves e Pedro Henrique Freire e dividida por "editorias".Se você quiser contribuir conosco, deixe, no local destinado aos comentários, qual melhor citação ao longo deste ano.Frases/diálogos de impacto
4 de dezembro de 2005
- Boa tarde, o senhor já fez exame de próstata?
- Já, respondeu um senhor de aproximadamente 60 anos, com a cara de safado.
- Teve preconceito?
- Não... Ele fez um silêncio. Eu continuei com o microfone como se esperando mais alguma coisa. E não é que veio.
- Não, não tive preconceito. Ele só colocou um ferro no meu ‘furico’, disse o senhor se referindo ao exame de toque retal.
Imediatamente liguei pra redação.
- Adriana, o fala povo caiu.
*********************
14 de maio de 2006
"Repórter de esportes é o cara mais burro de uma redação de jornal. É o tipo de pessoa que não foi aceita em nenhuma editoria do jornal e acabou tendo que fazer futebol mesmo"
******************
17 de agosto de 2006
“Olha, Pedro”, disse o deputado, “honra de homem se lava com sangue. Tu toma cuidado”.Não tive muito tempo para me recompor da declaração. Só soltei um tímido: “Quê isso, deputado!”. A única coisa que conseguia pensar era num gravador.
Que droga!
********************
11 de setembro de 2006
- Noventa e nove por cento das pessoas do planeta trabalham, para o bem ou para o mal, para pagar a hipoteca.
********************
6 de novembro de 2006
“Meu trabalho como jornalista pode ajudar mais a sociedade onde vivo do que o meu voto. Não preciso votar. Vou anular!"
********************
********************
Opiniões marcantes
12 de fevereiro de 2006
Seu contato com a fonte pode durar apenas poucos minutos. E nesses poucos minutos você tem que pegar todas as informações. Se isso não ocorrer, já era. Existem outros casos que não dependem do repórter. Principalmente em tevê, onde o resultado do trabalho depende muito do cinegrafista.
************************11 de abril de 2006
Eu não sou nada malicioso, mas gosto de fazer mais ou menos assim.
1 - Converso amenidades com o entrevistado;
2 - faço perguntas óbvias (tipo: "é muita emoção?");
3 - Tento conquistar a "amizade" do entrevistado;
4 - Dou a "facada", ou seja, entro no assunto espinhoso.
***********************
11 de maio de 2006
São dois pesos e duas medidas. Dois estados, dois jornais e dois tipos de jornalistas. Um dia, todos entenderão, ao menos, o sentido básico do jornalismo: os dois lados. Pois em muitos cantos, isso tem que ser rechaçado em função de alinhamento político.
***********************12 de julho de 2006
Pode ser que eu mude de idéia. Mas, no momento, acho que jornalismo é um mar e nós, repórteres, navegamos nele. Ou melhor, somos levados por ele. Então, como mudar a rota do barco se não sabemos de onde vem a chuva? Como reservar espaço para matérias que nem mesmo sabemos se é notícia?
*********************
8 de agosto de 2006
Alguns esportistas não admitem perguntas estúpidas, principalmente de quem não é da área. Quando o repórter é da área o cara até releva. Porque conhece o repórter. Falo por experiência própria. Já fiz perguntas imbecis, mas tive respostas pelo menos educadas
********************
18 de outubro de 2006
Tomo os devidos cuidados para não cometer erros absurdos, checo todas as informações vitais de uma matéria e reviso com freqüência meus textos. Mas não me prendo a detalhes. Coisa peculiar aos perfeccionistas. Talvez por isso minhas matérias saem com erros aqui ou acolá. Não é porque eu quero.
****************************************
Histórias curiosas
28 de novembro de 2005
Conversamos por 15 minutos. Tirei uma foto ao lado dele. Em seguida, perguntou do Brasiliense. Contei que o time estava mal, mas ganhara do Santos. Quando falaria que o Santos não jogou nada, principalmente Ricardinho, me lembreique tava conversando com ninguém menos que o técnico da Seleção Brasileira. E o técnico da Seleção Brasileira está pensando em levar Ricardinho para a Copa.
********************
17 de março de 2006
Eu quase caio da cadeira. Não acreditava que o cara fosse me passar tudo de bandeja. Pelas histórias que li, o repórter tem que ter sorte para descobrir os dados da denúncia. Vibrei por dentro. Procurei agir com naturalidade para mostrar que não estava surpreso. E que estava para apurar as denúncias mesmo.
E ele continuou:
- Estou aqui com uma lista de 35 pessoas beneficiadas que são parentes de funcionários da prefeitura.
*******************
23 de março de 2006
De tanto cobrir os treinos do time de vôlei feminino, o camarada passou a sair na night com as jogadoras, e receber ligações a cobrar das atletas. Ao final da temporada, ele traçou duas grandalhonas (no mal sentido mesmo).
Vamos ser companheiros de trabalho, mas daí a virar amante já é exagero...
******************
3 de abril de 2006
Os filhos dos jornalistas (eram dois repórteres, um homem e uma mulher) começaram a sofrer ameaças, eles passaram a ver a mesma pessoa com cara ameaçadora na portaria do prédio delas, na porta da escola do garoto e coisas do tipo. Teve uma repórter que pediu demissão do jornal por causa disso.
******************
20 de abril de 2006
Dizem que ele tomou umas e outras num bar perto do jornal. Depois, pegou uma marreta, arrombou a porta e quebrou o parque gráfico. Quando voltou para o bar contou o feito. Alguém perguntou: “quebrasse a redação também?”. Tem sempre alguém que quer a desgraça maior. Não deu outra, Edson Gaudêncio voltou e quebrou a redação.
*******************
21 de junho de 2006
Saí para ganhar a metade. Só pararam de tentar me seduzir quando disse que poderia chegar a ser presidente do BB, mas toda vez que lesse uma notícia no jornal que não fosse eu que tivesse escrito, ficaria triste.
******************
1º de novembro de 2006
Sarney deixava o povo burro. Sério! Se ele fizesse o povo pensar, perderia votos. Depois, acionava dezenas de rádios, a TV (Globo-MA) e o jornal em prol de sua campanha. Bom, então ele unia a asneira do povo, os veículos de comunicação e seu talento político... e pronto! Estava eleito e elegia quem quisesse.
******************
20 de novembro de 2006
Você chega na redação e fala: tenho isso, isso, isso e isso. Quero começar meu texto com isso. Achei mais forte e foi o assunto mais polêmico que apurei. Aí vem a resposta: “Bom, mas nós não podemos publicar. Começa mesmo com o assunto tal”.
********************
********************
Humildes Constatações13 de janeiro de 2006
Quase todos os jornalistas têm uma assessoria pra complementar o salário. Como gostam de dizer alguns políticos “é uma laminha que a gente paga”. Basta dar uma lida nas colunas políticas que logo se percebe de que lado o colunista está. Por aqui na Paraíba é assim.
*****************
30 de julho de 2006
Minha maior dificuldade é entrevistar crianças. Sinceramente não consigo ser compreendido por elas. Na maioria das vezes o máximo que consigo na primeira resposta é um “é..”. Tento mais uma vez. E tenho um balançado de cabeça como resposta. Tentativas esgotadas.
*****************
13 de agosto de 2006
A crítica, quando bem feita, evita que a outra pessoa te trate com o pior dos sentimentos: a indiferença.
**************
19 de setembro de 2006
Quando você acorda, toma banho, e pensa que, quando chegar ao trabalho, a primeira coisa que fará é procurá-la. E, partir daquele momento, ela guiará seu dia. Tudo que ela quiser, você fará. Ela é a musa, dona da inspiração, chefe do seu dia (às vezes da noite). Por isso, é fácil amá-la e odiá-la, tudo ao mesmo tempo.
*************
25 de setembro de 2006
O legal de trabalhar em esportes é que, durante o plantão de final de semana, você vai a lugares que já iria se estivesse de folga. E mais: ainda pode falar com os protagonistas da história.
****************
29 de setembro de 2006
Talvez não percebamos, mas o que ocorre hoje pode ter um significado definitivo na formação dos nossos filhos e netos. Eles irão aprender na escola quem é o Lula e seus comparsas. Enquanto tudo isso não passa, vamos registrando, apurando,discutindo, criticando, escrevendo.
*******************
12 de novembro de 2006
No jornalismo, você ajuda hoje para ser ajudado amanhã. Esse meio é imprevisível: ninguém é chefe para sempre e ninguém é subordinado para sempre.