22 julho 2010

É o fim ou o fim da picada?

Outro dia conversava com meu chefe e pedia-lhe permissão para ir ao Congresso Brasileiro de Jornais, realizado a cada biênio pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) – veja o serviço abaixo. Falava do nosso interesse sobre o tema que será discutido (Jornalismo e Democracia na Era Digital). Conversa vai, conversa vem, ele me incumbiu: “Preciso que me tragam alguma solução nesse aspecto. Não que tenha deixado de acreditar no papel, mas precisamos discutir aqui novos meios de transmitir informações”.

Não sei se estamos abatidos pelo fechamento do Jornal do Brasil, na última semana, ou se definitivamente consideramos que as novas mídias estão permitindo que árvores vivam mais e jornais vendam menos. O fato é que todos discutem agora a presença dos tablets ou e-readers como ferramenta de transmissão de informação. Será que irão substituir o papel (e o papel) dos jornais? Isso representa o começo do fim dos clássicos impressos ou o fim do jornalismo?

É o fim ou o fim da picada quererem matar os jornais de novo? Não tenho ideia.

Lendo a reportagem de capa do jornal da ANJ deste mês, uma frase fixou na mente: “O desafio é usar os e-readers e tablets para vender conteúdo”. Concordo. Até porque já se gasta dinheiro demais com a produção de conteúdo na internet, onde tudo é de graça. Gastar mais para dar de graça de novo pode ser insustentável a pequenas empresas. Concordam? Veremos. Após o Congresso escreverei mais sobre o tema.

Congresso Brasileiro de Jornais – Ano 8
“Jornalismo e Democracia na Era Digital”
Palestra com Robert Thomson, editor do The Wall Street Journal
Otávio Frias Filho, diretor de redação da Folha de S. Paulo
Francisco Amaral, da Cassis i Associats

Entre outros feras.

Mais informações: www.anj.org.br

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