Por Léo Alves
Ninguém esquece depois que aprende a andar de bicicleta. É verdade que sente a falta de prática quando se passa muito tempo sem andar em duas rodas. Agora desaprender, ninguém desaprende.
Acredito que escrever seja do mesmo jeito. Aprende-se e a evolução vem com a prática diária. Mas basta um tempo afastado para perceber que você está enferrujado.
Lembro que quando voltei ao jornalismo impresso, depois de um ano afastado, sentia enorme dificuldade de escrever. Passava horas e horas na frente do computador sem conseguir fazer a reportagem. Mesmo com todas as informações na mão.
Desde que deixei de ser repórter e virei produtor de tevê há quase um ano não tenho escrito com freqüência.
Vez ou outra é que saio para fazer uma matéria. Minhas escritas têm se resumido ao Filhos da Pauta. Admito até que tenho atualizado muito pouco o blog. Daniel e Pedro são os resposáveis pela maioria dos posts.
Ainda escrevo uma coluna para um site de esportes e para uma revista independente (sem periodicidade definida). No meu blog esportivo escrevo tópicos de cinco ou seis linhas.
É muito pouco para quem escrevia pelo menos uma coluna e uma reportagem por dia no jornal e duas reportagens para televisão.
Sábado passado tinha uma matéria para a tevê com o volante Denílson do Arsenal, da Inglaterra, que passava férias na casa de familiares em Alagoa Nova, uma pequena cidade do interior da Paraíba.
Um fato que pouca gente sabia.
A pauta interessou ao Correio. DB me pediu para fazer uma versão para o jornal brasiliense.
Passei a tarde em Alagoa Nova driblando políticos que assediavam Denílson. Peguei as informações, tirei fotos e fiz uma entrevista para a tevê.
Tudo que precisava estava comigo. Tinha todas as informações. Era só escrever. Eis o problema. Senti a falta de prática. Tive dificuldades para começar a escrever o texto, para organizar as idéias.
Apesar das dificuldades o texto saiu. Não sei quando (e se vai) o Correio vai publicar a matéria.
Como em qualquer atividade escrever também necessita de prática.
Quanto mais se escreve mais o texto evolui. É claro que essa evolução vem acompanhada de muita leitura.
Aliar a leitura e a escrita freqüente é fundamental para se ter um bom texto.
Trem bala (cover)
Há 8 anos
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