09 novembro 2006

Puxão de orelha

“Surfando” na internet, me deparei com a notícia abaixo. Chamou-me atenção o fato de a Agência Senado publicar o, digamos, "fogo amigo". O Senador, sentindo-se “calado”, voltou-se contra os mais próximos veículos de comunicação à sua volta: a Agência Senado e Rádio Senado.

Vejamos a notícia:

Almeida Lima queixa-se dos veículos de comunicação do Senado, que estariam omitindo falas de senadores

Em discurso do Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Almeida Lima (PMDB-SE) disse que os veículos de comunicação social do Senado estão omitindo pronunciamentos de senadores. Ele lembrou que protesto semelhante já havia sido feito pelos senadores Jorge Bornhausen (PFL-SC) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) em relação ao programa A Voz do Brasil, cujo bloco de responsabilidade do Senado Federal é produzido pela Rádio Senado.

Tudo bem que o jornalismo é institucional. Como o cara é senador, pode “puxar a orelha” dos jornalistas. Mas, lendo isso, refleti sobre o seguinte: quantos jornais “mercadologicamente imparciais” fariam um negócio desse? Dentro do meu humilde conhecimento jornalístico, não resgatei nenhum exemplo. Se alguém souber de um, me fale.

Isso aí é a prova da submissão da Rádio e Agência Senado. Para eles, pega mal. Mas, se fosse em qualquer outro desses de circulação nacional, fortaleceria a linha. Na minha humilde opinião, pareceria um jornal corajoso.

Mais um trecho da reportagem:

Almeida Lima também acusou omissão de seu nome em matéria publicada pelo Jornal do Senado nesta quarta-feira (8), sobre pronunciamento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ("Azeredo diz que proposta não quebra privacidade"). Almeida Lima explicou que fez aparte ao discurso do colega, mas sua participação acabou não sendo registrada pelo jornal.

Outro:

Mais grave ainda, segundo Almeida Lima, é a informação que obteve - preferiu não citar a fonte - de que há um estudo sendo realizado no Senado com o objetivo de acabar com a transmissão ao vivo das sessões plenárias e dos trabalhos das comissões da Casa, sob a alegação de que há pouca audiência nos programas transmitidos ao vivo.

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