Por Léo Alves
Vou contar algumas gafes envolvendo jornalistas. Não citarei nomes. Até porque o intuito não é ridicularizar nenhum colega. Afinal todos nós estamos sujeitos a cometer uma gafe.
Situação 1 – Entrevista coletiva com o então pré-candidato a presidente do Brasil (já faz tempo hein?) Anthony Garotinho.
A repórter de tevê recebe a pauta. Anthony Garotinho vai conceder entrevista coletiva na sala de espera do aeroporto.
Ansiosa, a repórter diz, no carro, que não sabe o que vai perguntar.
- Pergunta sobre as denúncias de corrupção que tem contra ele, sugere o motorista.
- É mesmo.
Sala lotada de jornalistas. Cada um se dirige e faz uma pergunta. Chega a vez da repórter.
- Garotinho o que você tem a dizer sobre as denúncias que existem contra você?
- Que denúncias?
- As denúncias.
- Que denúncias? Se você disser quais são as denúncias eu posso te responder.
- Éééé...Ahhh...éee. As denúncias que existem.
- Já te disse que você precisa dizer quais as denúncias. Que eu saiba não existe nenhuma denúncia contra mim.
Jornalistas se olham. Silêncio. A entrevista continua com a próxima pergunta.
No fim das contas não existia na época nenhuma denúncia contra Garotinho.
Moral da história: nunca confie totalmente no motorista do carro da reportagem.
Situação 2 – Palestra de um ministro do STJ.
Aconteceu com a mesma repórter da situação anterior.
A repórter chega antes de a palestra começar para garantir logo a entrevista com o ministro.
Algumas autoridades conversam no canto do auditório.
A repórter se dirige ao único “estranho” da roda de conversa e...
- Ministro o senhor vai abordar na palestra de hoje...
- Com licença, eu não sou o ministro. Ministro é o meu pai. Vou chamá-lo, interrompe o cidadão.
Quando no ministro começa a se dirigir ao local onde estava a repórter, ela tenta justificar a gafe.
- É que vocês são muito parecidos. Eu me confundi.
Quem estava na hora garante que pai e filho não se parecem nem um pouco. E que os dois se olharam como quem não estava entendendo nada.
Moral da história: antes de entrevistar alguém procure conhecê-lo por foto.
Situação 3 – Encontro de capacitação de jornalistas.
O correspondente internacional de uma grande emissora de tevê, que ministrou uma oficina no curso, se reúne com os participantes durante a confraternização.
Entre uma conversa e outra, um dos participantes indaga:
- É impressão minha ou nos “ao vivos” de esporte você sempre fica nervoso? Você fica nervoso mesmo ou é só impressão.
- Acho que é impressão sua, pois estou acostumado a cobrir esporte. Já cobri cinco Copas, Olimpíadas...
- Ah, deve ser impressão mesmo.
O autor da pergunta relatou que poderia ter ficado calado. Ele ainda acrescentou que certamente no próximo “ao vivo” o repórter iria lembrar dele.
Moral da história: nunca cometa gafe com outro jornalista.
16 comentários:
Boas histórias -kkkkkkk
Sobre a última: Com certeza o repórter lembrou dele, pq na semana seguinte à pergunta, o repórter entrou ao vivo e o tema era Esporte, para ser mais exata, o assunto era a escolha do Brasil para sediar a copa de 2014.
E percebemos que ele estava tão nervoso quanto da última vez que tinhamos visto ele fazer a mesma coisa. Ou seja num era impressão por mais que seja cinco copas ele não passa tranquilidade nenhuma é como se o mundo estivesse desabando: ou seja ele é um ótimo correspondente de guerra.
Leo, essas são engraçadas. Acho que conheço essas referências. Mas vamos deixar no anonimato mesmo. O que interessa é a situação, afinal todo jornalista tem o seu dia de gafe.
Olha anônimo, não sei se ele tava tão nervoso como vc diz, pq ele entrou ao vivo entrevistando o Presidente Lula e o presidente da CBF, olha num sei não, mas algo me diz, que só um repórter preparado consegue ter jogo de cintura e entrevistar duas pessoas importantes ao mesmo tempo, principalmente se a gente analisar que a emissora para qual ele trabalha, num permite erros em entradas "ao vivo". Será que ele tava tão nervoso assim?
Ninguém entra ao vivo por acaso...nem por ser gente boa, por ser filho do chefe, por ser bonito(a)...Isso vai desde a TV Borborema até a Deutsche Welle, passando pela TV5, CNN e GLobo. O caso constrangedor desse cara é de forçação de barra. No mínimo, ele queria puxar um assunto e perdeu a oportunidade de permanecer calado...Assim como a repórter dos dois primeiros casos, é o caso de falta de informação.
Um dos maiores pecado dos jornalistas!
Isso mostra o quanto o jornalista tem q acima de tudo, ser bem informado, para evitar certos constrangimentos para si mesmo e para a empresa em que trabalha.
Constrangedor e muito. Concordo inteiramente com vc Daniel, ele perdeu a oportunidade de ficar calado. Entrar ao vivo num é fácil, mas como vc disse:
"Ninguém entra ao vivo por acaso...nem por ser gente boa, por ser filho do chefe, por ser bonito(a)...Isso vai desde a TV Borborema até a Deutsche Welle, passando pela TV5, CNN e GLobo".
Pois é, tem coisas no jornalismo que chega a gente tem vergonha de saber e a desinformação de alguns profissionais dá até pena. Desinformação e jornalismo não combinam.
Polêmicaaaaaaa!!! Parabéns Leo, o texto tá muito bom, agora falta alguém se pronunciar. Ou já se pronunciou?
Beijos e escreva mais, seus textos são muito bons.
'Péra aí'... Claro que a pergunta foi uma tremenda gafe.
Só que conhecendo o restante da história (QUE NÃO FOI CONTADA NOS POST),percebe-se que a gafe foi de propósito.
O próprio autor da pergunta deixou isso bem claro...
Coloca isso no próximo post também, Léo.
Ei, esse anônimo aí de cima é o autor da pergunta? kkkkkkk.
Leo, conta a história direito oxe!!! E gafe de propósito? Nunca vi!!
Elane tem razão em afirmar que o anônimo é o autor da pergunta. Agora ressalto que a história foi contada conforme nos foi passada. Em relação ao restante da história que o autor afirma não ter sido contada refere-se ao fato de ele não ter deixado claro na sua explanação se tinha sido de propósito ou não. Aliás Elane não concorda com história de gafe proposital. E será que o repórter de rede savia que tinha sido uma brincadeira?
Diante de tudo relembro a frase do filme O Homem que matou o facínora : "quando a lenda supera a realidade, publica-se a lenda". Abs
kkkkkkkkkkk Leo, só tu mesmo!!!
Mas, essa história de gafe de propósito tá cheirando a "conversa fiada" para desviar os olhares da verdadeira história. E com certeza, esse anônimo que tá rondando o blog é o autor da pergunta, se não for ele, é alguém encarregado de fazer o trabalho sujo. Afinal de contas, " O trabalho sujo alguém tem que fazer" - kkkk
beijos.
E autor da pergunta, num fique com raiva, mas eu sugiro a leo que mude o moral da história para: Quando não se tem certeza da pergunta,não custa nada ficar calado.
beijos
Gafes são comuns entre jornalistas. Pior é quando um de nós acha que sabe tudo, como se estar desinformado fosse o pior dos pecados. Somos jornalistas porque somos desinformados. E procuramos nos informar para, ai sim, passar para o leitor...
É isso ai.. Ótimo post, Léo! Abração!
Rapaz que polêmica hein?!?!?
vale lembrar que na entrada Ao Vivo citada em vários comentário o reporter não apenas entrevistou duaspersonalidades como Lula e o Presidente da FIFA, mas também executou a entreista em 2 linguas, o que dificulta a situação.
Vamos falar a verdade! Não é qualquer um que faz um Vivo desses. O reporter em questão (vamos manter o mistério, apesar de todo mundo já ter sacado quem é!) não é apenas (apenas?!?!?) um ótimo correspondente de guerra, mas também grande reporter em qualquer situação
Afinal a Globo não o colocou neste desafio por acaso.
Aposto que esta gafe passou pela cabeça do reporter durante o vivo, enre outras preocupações como tempo deixa, pergunta, etc.
E o autor da gafe pode ter certeza, este vivo foi dedicado a ele!
kkkkkkkkkkk.
Quem será o autor da gafe tão badalada?????
Diz aí Léo, queremos saber...
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