Por Léo Alves
A Globo não quis alterar sua programação para exibir o primeiro amistoso da Seleção sob o comando de Mano Menezes. O assunto foi muito bem exposto pelo Saulo no post anterior. A rede preferiu manter sua Passione no ar. Atitude que levaria o torcedor comum (o que não tem TV por assinatura) a pensar que era um simples amistoso. Poderia até ser porque muita gente estava desinformada sobre a partida. Mas a maior rede de televisão do país fez questão de transformar o jogo na “hora da revanche” ou a “ hora do troco”. Era o momento certo para dar uma resposta ao técnico Dunga, que durante o Mundial da África acabou com as mordomias da Globo junto ao elenco verde e amarelo.
O Brasil venceu. Era tudo o que a tevê precisava para soltar ‘diretas’ ao Dunga. Mesmo se não tivesse vencido a desculpa seria “temos que ter paciência porque é início de trabalho”. O clima de lua de mel entre Globo e CBF já começara no Globo Esporte de terça-feira (10/08). Alex Escobar foi presenteado com a camisa 10 personalizada da Seleção. Sinceramente nunca tinha visto a emissora noticiar com tanta ênfase um presente recebido por um de seus profissionais. Achei até que fosse contra o código de conduta da empresa. Para quem não lembra Escobar foi agredido verbalmente por Dunga durante uma entrevista coletiva na Copa do Mundo.
O veneno global foi destilado à vontade no Central da Copa Especial. Um programa totalmente fora de contexto se não fosse pelo clima de revanchismo.Quantos técnicos estrearam pela Seleção e tiveram um programa para repercutir o jogo?
No programa apresentado por Tiago Lierfert estavam presentes vários convidados, entre eles, Galvão Bueno, Falcão, Arnaldo César Coelho, Caio Ribeiro e o (sem graça) Marcius Melhem, que interpreta um dos Caras de Pau, programa da emissora.
A vitória sobre o todo poderoso Estados Unidos foi a deixa para Galvão dizer que “se divertiu muito com Pato, Ganso e Neymar”. Tiago emendou ao afirmar “que o talento voltou graças a Deus”. Logo depois Marcius disse que “tava ruim torcer para Seleção. Agora tá fácil”. E ainda ironizou Dunga ao chamar a Seleção da África de time cintura dura, time do exército.
Por essas declarações já dá para perceber que Central da Copa foi ao ar apenas como revanche. E Galvão Bueno novamente foi hipócrita (é por isso que o mandam calar a boca) ao afirmar “que quem se alimenta de revanchismo sempre está mais perto da derrota que da vitória. Temos que tomar cuidado para que não venhamos a nos alimentar de revanchismo”, tentando enganar os telespectadores.
O que estava escancarado ficou ainda mais. Március disse que “era o dia do exorcismo, dia da libertação. No banco agora temos um cara que não agride jornalista e nem a gramática e usa agasalho”
Depois de Tiago dizer que a Globo tinha tido acesso a preleção dos jogadores Galvão ironizou: “que diferença hein?”. E é porque não queria revanchismo. O que menos atingiu Dunga foi Caio, que se limitou a dizer que Mano “trouxe o talento de volta à Seleção”.
O programa durou quase 42 minutos. O leitor pode vê-lo novamente aqui. Ficou claro que Mano Menezes vai ter vida fácil na Seleção porque se dispôs a cumprir o que a Globo quer. Na Central da Revanche o que se viu foram reportagens mostrando os quartos dos jogadores, o comportamento (exemplar, para eles) de Mano à beira do gramado, a intimidade do grupo. Nos bastidores está tudo acertado para que a emissora volte a ter exclusivas, acorde os jogadores a hora que quiser para dar entrevistas e outros benefícios que se acostumou ao longo dos anos.
Em retribuição aos afagos, todos (todos mesmo) seus profissionais vão apontar apenas virtudes na nova Seleção Brasileira e em Mano Menezes. Tudo está perfeito. E será assim até a nossa Copa em 2014. O pior é que muitos torcedores e jornalistas esportivos (já ouvi isso na Paraíba) vão seguir a Globo e achar que realmente o Brasil não tem problemas só porque o Dunga saiu.
O risco que corremos é de ter em 2014 um Maracanazzo ainda pior. Como é anfitriã, a Seleção não disputa eliminatórias. Os defeitos serão encobertos pela Globo. Só teremos a Copa América para medir a qualidade dos meninos de Mano. Nunca é demais lembrar que fomos desclassificados nos últimos mundiais por seleções européias. Mas como diz o Casseta e Planeta da Globo: “os seus problemas acabaram”. É o que veremos em 2014.
A Globo não quis alterar sua programação para exibir o primeiro amistoso da Seleção sob o comando de Mano Menezes. O assunto foi muito bem exposto pelo Saulo no post anterior. A rede preferiu manter sua Passione no ar. Atitude que levaria o torcedor comum (o que não tem TV por assinatura) a pensar que era um simples amistoso. Poderia até ser porque muita gente estava desinformada sobre a partida. Mas a maior rede de televisão do país fez questão de transformar o jogo na “hora da revanche” ou a “ hora do troco”. Era o momento certo para dar uma resposta ao técnico Dunga, que durante o Mundial da África acabou com as mordomias da Globo junto ao elenco verde e amarelo.
O Brasil venceu. Era tudo o que a tevê precisava para soltar ‘diretas’ ao Dunga. Mesmo se não tivesse vencido a desculpa seria “temos que ter paciência porque é início de trabalho”. O clima de lua de mel entre Globo e CBF já começara no Globo Esporte de terça-feira (10/08). Alex Escobar foi presenteado com a camisa 10 personalizada da Seleção. Sinceramente nunca tinha visto a emissora noticiar com tanta ênfase um presente recebido por um de seus profissionais. Achei até que fosse contra o código de conduta da empresa. Para quem não lembra Escobar foi agredido verbalmente por Dunga durante uma entrevista coletiva na Copa do Mundo.
O veneno global foi destilado à vontade no Central da Copa Especial. Um programa totalmente fora de contexto se não fosse pelo clima de revanchismo.Quantos técnicos estrearam pela Seleção e tiveram um programa para repercutir o jogo?
No programa apresentado por Tiago Lierfert estavam presentes vários convidados, entre eles, Galvão Bueno, Falcão, Arnaldo César Coelho, Caio Ribeiro e o (sem graça) Marcius Melhem, que interpreta um dos Caras de Pau, programa da emissora.
A vitória sobre o todo poderoso Estados Unidos foi a deixa para Galvão dizer que “se divertiu muito com Pato, Ganso e Neymar”. Tiago emendou ao afirmar “que o talento voltou graças a Deus”. Logo depois Marcius disse que “tava ruim torcer para Seleção. Agora tá fácil”. E ainda ironizou Dunga ao chamar a Seleção da África de time cintura dura, time do exército.
Por essas declarações já dá para perceber que Central da Copa foi ao ar apenas como revanche. E Galvão Bueno novamente foi hipócrita (é por isso que o mandam calar a boca) ao afirmar “que quem se alimenta de revanchismo sempre está mais perto da derrota que da vitória. Temos que tomar cuidado para que não venhamos a nos alimentar de revanchismo”, tentando enganar os telespectadores.
O que estava escancarado ficou ainda mais. Március disse que “era o dia do exorcismo, dia da libertação. No banco agora temos um cara que não agride jornalista e nem a gramática e usa agasalho”
Depois de Tiago dizer que a Globo tinha tido acesso a preleção dos jogadores Galvão ironizou: “que diferença hein?”. E é porque não queria revanchismo. O que menos atingiu Dunga foi Caio, que se limitou a dizer que Mano “trouxe o talento de volta à Seleção”.
O programa durou quase 42 minutos. O leitor pode vê-lo novamente aqui. Ficou claro que Mano Menezes vai ter vida fácil na Seleção porque se dispôs a cumprir o que a Globo quer. Na Central da Revanche o que se viu foram reportagens mostrando os quartos dos jogadores, o comportamento (exemplar, para eles) de Mano à beira do gramado, a intimidade do grupo. Nos bastidores está tudo acertado para que a emissora volte a ter exclusivas, acorde os jogadores a hora que quiser para dar entrevistas e outros benefícios que se acostumou ao longo dos anos.
Em retribuição aos afagos, todos (todos mesmo) seus profissionais vão apontar apenas virtudes na nova Seleção Brasileira e em Mano Menezes. Tudo está perfeito. E será assim até a nossa Copa em 2014. O pior é que muitos torcedores e jornalistas esportivos (já ouvi isso na Paraíba) vão seguir a Globo e achar que realmente o Brasil não tem problemas só porque o Dunga saiu.
O risco que corremos é de ter em 2014 um Maracanazzo ainda pior. Como é anfitriã, a Seleção não disputa eliminatórias. Os defeitos serão encobertos pela Globo. Só teremos a Copa América para medir a qualidade dos meninos de Mano. Nunca é demais lembrar que fomos desclassificados nos últimos mundiais por seleções européias. Mas como diz o Casseta e Planeta da Globo: “os seus problemas acabaram”. É o que veremos em 2014.
4 comentários:
Corretíssimo seu texto,quero vêr até onde vai tudo isso.
O pior é que ninguém faz nada para mudar .
Viva Dunga! Uma paulada na Globo vale mais que duas Copas do Mundo!
Olá Toty, DB e Léo,
Td bem?
Meu nome é Franthiesco Ballerini. Gostaria do e-mail de um de vocês para conversarmos sobre assuntos profissionais. Se quiserem, deixem o e-mail no franthiesco@yahoo.com.br ou no info do meu site: www.franthiescoballerini.com
Abraços
Olá Léo,
Por gentileza, mande-me seu e-mail pessoal pois preciso falar contigo sobre questões de trabalho urgente.
Obrigado
Franthiesco Ballerini
franthiesco@yahoo.com.br
www.franthiescoballerini.com
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