19 dezembro 2006

Profissão perigo

Uma notícia dessa nós não poderíamos deixar de ler. Afinal, são atentados contra jornalistas e contra o jornalismo. Abaixo, uma notícia da Agência France Presse. Com a seguinte constatação: 2006 foi o ano em que mais jornalistas morreram em serviço. Matança parecida só havia ocorrido na Segunda Guerra Mundial.

94 jornalista morrem em serviço em 2007

GENEBRA (EUA) - Mais jornalistas foram mortos em 2006 do que em qualquer outro ano, com o Iraque aparecendo como o local mais mortal do mundo para funcionários da mídia pelo terceiro ano consecutivo, informou nesta terça-feira um grupo suíço de defesa da imprensa.

A organização Press Emblem Campaign (PEC), sediada em Genebra, registrou a morte de 94 jornalistas no exercício da profissão em 2006, o que representou um aumento de 38% com relação aos 68 mortos em 2005. As mortes de funcionários da mídia no Iraque quase dobraram de 25 para 48 no mesmo período. Pelo menos 103 jornalistas morreram no Iraque desde a invasão americana, em 2003, tornando a guerra naquele país o conflito mais sangrento para jornalistas desde a Segunda Guerra Mundial, destacou a PEC em um comunicado.

A organização registrou ainda o assassinato de oito jornalistas no México em 2006, sem que os criminosos tenham sido levados à Justiça, e de quatro na Rússia, entre os quais a repórter investigativa e crítica do Kremlin Anna Politovskaya. Quatro jornalistas foram mortos tanto no Sri Lanka e nas Filipinas; três em Paquistão e Colômbia; dois em China, Índia, Angola e Líbano; e um em Brasil, Equador, Venezuela, Somália, República Democrática do Congo e Sudão.

Os registros da PEC incluem mortes de jornalistas funcionários de organizações, freelancers, cinegrafistas, fotógrafos, assistentes e técnicos, mas não agentes de segurança, motoristas e intérpretes.

O secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, disse que na maioria os jornalistas foram mortos por milícias, insurgentes, grupos paramilitares e serviços de segurança.

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