Daniel Brito
Eu acho curioso ouvir críticas sobre o que faço no jornal.
Principalmente dos concorrentes.
Você e o repórter de outro jornal podem ter feito a mesma pauta e cada um pegou informações diferentes. No dia seguinte, vocês se encontram e o cara comenta:
- Pô, por que tu não colocou a história de fulano de tal?
A "história de fulano de tal", no caso, é a história que ele apurou. Você pode ter feito outra melhor e o concorrente dificilmente vai reconhecer que a história de sicrano, que foi a que você publicou, está mais interessante que a do "fulano de tal".
Partindo do princípio que considero as pessoas que trabalham em outros jornais como companheiros de trabalho e não concorrentes, nada me incomoda mais do que o cinismo entre "companheiros de trabalho".
Por que é tão difícil reconhecer que a tua matéria ficou pior que a minha?
Já reconheci várias vezes que a minha ficou pior que as demais. Tem vários post neste blog que mostram isso. Com Gustavo Kuerten, Bernardinho, Maradona...
Inicialmente eu elogiava abertamente as reportagens dos concorrentes, até dava uns toques sobre o que apurar, quando tinha informações a acrescentar. Depois de três anos aqui em Brasília, percebi que não vale a pena compartilhar com concorrentes informações extras.
Poucos são os caras que retribuem o gesto. Alguns retribuem com a menor freqüência possível e acham que são honestos sempre.
A maioria faz questão de te detonar, mas sempre com aquela frasesinha mágica:
- Tô só te dando um toque, porque tu é meu amigo, sacou?
Ah, tá. Obrigado amigão.
Não consigo me lembrar de exemplos práticos, mas fiz um exame de consciência rápido aqui para lembrar se faço o mesmo que meus companheiros de trabalho. Acabei reparando que só critico as pessoas que tenho muita proximidade.
Tudo bem, vamos deixar claro que falo mal de muita gente (ninguém é de ferro). Muitas vezes para rebater aos comentários cínicos dos concorrentes e outras para sacanear com quem não gosto mesmo.
Até porque, sei que tem gente que lê este blog só para me sacanear de todo jeito.
- Porque escrevo besteira
- Porque quero dar aula de jornalismo
- Porque não sei português direito, e por aí vai.
Obrigado, pela visita, anyway.
Mas críticas diretas e mais incisivas faço mais a quem eu quero ajudar. Da Silva tá aí para provar.
Quando trabalhávamos juntos em Campina Grande ele vivia reclamando que eu o criticava demais. Acho que já aprendeu a conviver. Na minha casa é assim também. Detono pai, mãe, irmão, irmã, cunhada. Até a minha namorada, que também é jornalista.
Preciso aprender a conviver com as críticas fingidas e ácidas de quem considero companheiro de trabalho. Até porque, na minha opinião, crítica e elogio são dois dos departamentos mais importantes de uma coisa chamada honestidade.
Não estou aqui defendendo o elogio gratuito ou um discurso falso em favor de alguém. Até porque, nem todas as verdades podem ser ditas. Algumas correm o sério risco de serem encaradas como grosseria.
Mas ser honesto faz bem às relações humanas.
Trem bala (cover)
Há 8 anos
10 comentários:
Realmente, é uma situação complicada. Nunca passei por isso, mas devo imaginar que o cara que tem essa postura é um "mala" de primeira.
Abçs
É foda, é complicado, mas jornalista tem de aprender a conviver com as críticas. A matéria leva o nome de um profissional. Se a matéria estiver boa, receberá elogios. Se estiver ruim, tem de estar preparado para ser detonado. Quanto ao problema de dividir informação, só faço quando não é exclusiva.
Confesso que no começo, achava estranho as críticas do grande DB. Depois percebi que suas críticas eram mais conselhos. O pior é que adquiri um pouco disso. Só critico quem quero ajudar. Hoje mesmo eu critico o DB. E pior que não só profissionalmente, até na vida pessoal. Mas a profissão de jornalista convive com críticas e elogios constantes. É preciso saber filtrar as críticas, que no fundo são mais inveja, que as críticas de verdade. Por sempre trago comigo uma frase que escutei a uns oito anos, quando estava começando no jornalismo: "o sucesso não me envaidece, nem a derrota me abala". O jornalista precisa ter equilibrio. Valeu DB. O texto foi uma lição pra vida também.
Ser "público" é ser criticado!
Não tem jeito!
Ser honesto, além de fazer bem às relações humanas, também faz bem a você!
Há remédio para isso. Desenvolva algumas frases bem-sacadas para mandar os malas à merda usando palavras bem bonitas. Eu, pessoalmente, sempre que posso leio seu blog e gosto bastante da merecida sinceridade com que vocês tratam os assuntos da profissão.
Sou uma pessoa extremamente crítica. Também não perdôo ninguém (na minha modesta opinião jornalística). Quando me pedem um toque, dou (no bom sentido). E também acho válido a recíproca. Lógico que é ótimo escrever uma matéria e ver seu trabalho reconhecido, elogiado. Não há nada igual. É praticamente um orgasmo. Mas encaro muito bem uma crítica. O que percebo dos jornalistas é que são todos "donos da verdade", ou querem ser. Na verdade, uma boa apuração fazem com nós sejamos. Mas sempre é bom procurar melhorar, ouvir o que os outros têm a dizer. Isso não diminui ninguém, só engrandece.
Particularmente, eu aprendo muito com este blog. Muitas coisas que são escritas aqui eu levo pra minha profissão. Todos os jornalistas deveriam ter um blog. Se possível desse nível. E não é babação, acreditem.
Só pra complementar. Esta semana mesmo tive mais uma prova que tem jornalista que não gosta de ouvir nem sugestão. Como disse rafael se acha mais que o dono da verdade. O pior é que com isso não percebo quanto pode aprender. Somente porque pensa que já sabe o suficiente. É primeiro passo para estancar na profissão. Como gosto de dizer, a mentalidade é inversamente proporcional ao tamanho do ego. Como alguém muito importante já disse: "perdai-os eles não sabem o que fazem". Sim, Rafael obrigado pelo apoio. Nós "blogueiros" também aprendemos muito, inclusive com os comentários. A nossa intenção sempre foi a de partilhar experiências.
Sou uma pessoa que não apenas prega a sinceridade, mas a pratica. Nem sempre as pessoas estão preparadas para nos ouvir ou poara ouvir a verdade e muitas vezes acabam se chateando conosco, mas sempre acho que vale a pena. Ser franco não é tarefa fácil, mas prefiro ser quem sou e dizer o que penso e o que sinto. sou estudante de jornalismo, inclusive aluna de Léo, e espero levar esta minha opinião e comportamento para a vida profissional. Fazendo isso estarei sendo eu mesma, mas sei que é preciso descobrir com quem se pode ser sincero e quem merece nossa sinceridade.
Críticas fazem e sempre farão o ingrediente essencial dentro de qualquer ambiente jornalísticos. Devemos, contudo, analisá-las, pq nesse meio, encontramos muita gente querendo (e insistindo) em puxar o tapete do outro. A inveja se concretiza mesmo, sem dor nem piedade. Porém,considero as críticas de amigos que vejam que querem me ajudar. As demais,qdo vejo que é p/desgastar, me causam alergia, mas prefiro, sinceramente, ignorá-las.
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