Por Léo Alves
Os colegas Pedro e Daniel já trataram do tema em posts anteriores. Mas como o assunto dá “muito pano pra manga” não vou sair da linha da relação (comercial) entre veículo e governo.
O governo é, sem dúvida, um dos maiores anunciantes.
O veículo de comunicação precisa da publicidade do governo para sobreviver.
Reféns das verbas publicitárias, muitos veículos acabam também tornando-se reféns do próprio governo.
Só fazem matérias para agradar o anunciante.
Quando o assunto “bate” no governo é censurado, na maioria das vezes, pelo dono do jornal.
Não deveria ser assim.
Os empresários da comunicação bem que poderiam perceber que o governo precisa de seus veículos para exibir sua propaganda.
Se o governo deixa de anunciar ele perde.
As ações governamentais não são divulgadas.
A publicidade é uma espécie de prestação de contas com a população. O governo precisa dela.
E, mesmo que o veículo seja contra determinada administração, o governo também terá que anunciar nele.
Lógico que esses investimentos serão menores em relação aos veículos aliados.
De certa forma o governo também é refém dos meios de comunicação.
Mas a maioria dos empresários da comunicação não percebe isso. Acha que só o veículo precisa do governo (leiam-se verbas publicitárias).
Ambos são reféns. Um precisa do outro para sobreviver.
Recorro a um termo da biologia para definir a relação entre veículo e governo: mutualismo.
Segundo a ciência mutualismo é a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual ambos se beneficiam. Esse tipo de associação é tão íntima, que a sobrevivência dos seres que a formam torna-se impossível, quando são separados.
Trem bala (cover)
Há 8 anos
Um comentário:
é exatamente isso, grande léo. costumo dizer que os donos de jornais mais conservadores invertem as bolas e pensam que publicidade governamental é compra de elogio. outros acham que os governos pagam para calar os jornais, que é uma tese feia, mas mais aceitável...
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