Tinha a idéia de escrever sobre isto que você vai ler abaixo quando nosso humilde blog completou mil acessos únicos (mil computadores diferentes), no início do mês de março. Mas como outros assuntos surgiram, fica para este post a missão de nos fazer alcançar o acesso número 1.300.
Queria "responder" a um comentário feito ainda no post "Suave Veneno", quando a leitora Karin Maria disse que o texto sobre as armadilhas de ser jornalista estava "interessante para adolescentes, mas para pessoas bem resolvidas não passava de razoável".
Tive várias certezas na minha vida/carreira desde que criei este blog ao lado do Da Silva. As duas únicas dúvidas que tive foram as seguintes:
1) Conseguiríamos mantê-lo atualizado?
2) Quem o leria?
A primeira pergunta acho que tá fácil de responder. Eu achei, simplesmente, sensacional escrever um blog. Além de acordar, tomar banho, dirigir e ficar pensando só na pauta do dia no jornal, fico formulando um texto na cabeça para escrever aqui. Como aprendi na minha própria monografia na UEPB que a leitura na internet é 25% mais lenta que em uma folha impressa, ainda não acertei a mão nos tamanhos do textos. Afinal, internet não me dá limite de tempo e espaço. Escrevo um bilhão de parágrafos no texto pelo simples fato de estar gostando de estar escrevendo sobre aquilo e, posteriormente, lendo o que eu mesmo penso sobre eu mesmo.
Posso escrever quanto quiser, a hora que quiser e, principalmente, corrigí-los quando bem entender (a correção é assunto para outro post. Me cobre!).
Já a segunda pergunta ("Quem lê?") é a dúvida que não consegui tirar. Acho que nunca conseguirei. Só sei que Da Silva repassa o endereço do blog para os alunos da UEPB e alguns outros amigos nossos.
Só.
Além de Campina Grande, João Pessoa e Brasília, nosso medidor de acessos registra presenças de internautas do Rio de Janeiro, Manaus, Natal, México, Japão, Estados Unidos, Itália.
Não sei se esses gringos estão querendo aprender português (aqui não parece ser o site ideal). Só que tá registrada a presença deles lá. Devem fazer parte dos 76% dos acessos que não passam mais que cinco segundos no Filhos da Pauta. Baseado nisso, fica difícil saber se o texto "Suave Veneno" foi mais interessante do que razoável, como avaliou a leitora Karin.
O que eu acho mais intrigante nisso tudo é que as informações que a gente coloca aqui ficam soltas no espaço sem fim.
Não é filosofia barata.
Se você entrar lá no Google (aliás, o Google é meu melhor amigo no trabalho) e digitar FILHOS DA PAUTA você vai encontrar lá nosso blog. Vai ver foi assim que a "bem resolvida" Karin Maria encontrou o texto Suave Veneno.
Ele tá rondando pela internet até que alguém como eu, que gosto de digitar palavras estranhas no Google, digite alguma coisa bem diferente para ver o que existe na internet sobre isso.
Por exemplo, ergonolepticamente. Vem de ergonoléptico, que nada mais é que o teste que se faz para saber a qualidade de um vinho.
Que tal digitar claudicante, ou licergia, hermenêutica ou concomitantemente?
Sei lá...
Acho sensancional o fato de qualquer besteira que eu escrever aqui estar flutuando em algum lugar para que qualquer outra pessoa possa ler. Diferentemente do jornal. Porque, quando escrevo sobre basquete -- é óbvio -- estou me dirigindo aos amantes/admiradores daquele esporte.
O mesmo acontece com os demais assuntos, economia, política externa, carnê do IPTU e assim vai.
Só posso dizer que, ergonolepticamente falando, viciei em blogs e já penso em criar outros para deixar boiando pela "rede mundial de computadores".
Como disse acima, ainda não acertei a mão no tamanho dos textos no blog. Agora mesmo tive que apagar dois parágrafos porque já estava dando outro motivo pelo qual quero fazer outros blogs. Não sobre jornalismo, mas sobre pedaços de histórias da vida dos outros, minhas matérias na íntegra, piadas, autobiografia...lo que sea!
Trem bala (cover)
Há 8 anos
4 comentários:
Quando criamos o blog nossa intenção era contar histórias sobre jornalismo, relatar um pouco da nossa rotina. Afinal nem eu (nem DB) somos donos da verdade. Em relação ao comentário da leitora Karin eu acredito que não são apenas os adolescentes que tem crise de identidade. Aliás, o adolescente tem dúvidas do que vai "ser quando crescer". Para ajudar isso existem os testes vocacionais. O que mais vejo são profissionais achando que jornalista é estrela. E como bem disse meu amigo Nildo isso também ocorre dentro da faculdade, mais especificamente na UEPB, que conheço a realidade.
O mais interessante da internet, do blog é essa interatividade com as pessoas que lêem. Eu estou adorando relatar as histórias (apesar de estar am débito com blog) que acontecem no trabalho. Até porque adoro jornalismo.
Daniel, seu corno, boto a maior fé de você escrever um blog. Mas, certamente, um texto comprido na internet não é nem um pouco convidativo para os leitores. Ainda mais os seus (hehehee)... Escreva mais, mas evite colecionar inimigos também na internet.
Sem mais para o momento
PS: Coloca um arquivo de áudio com a risada de mongol aí, vai!!! hahahaha...
Sou aluno de Léo, que já considero um amigo, e foi através dele que criei meu Blog também. Com um blog exercito a escrita e a leitura, que são os atributos mais importantes do jornlista.
Esse texto me deixou com uma dúvida, será que chegarei a 1000 visitas??????????
O meu blog http://gilbertojornalista.blogspot.com/ é inspirado no de vocês, como conheço algumas linguagens da web, sempre pensei que um blog serviria apenas como um diariozinho, mas não.
Obrigado e comentem meus textos também.
discordo com o companheiro. texto longos ou textos curtos, desde que bem escritos, vao sempre chamar o leitor interessado. parabens pelo blog.
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