Por Léo Alves
Não tem como escapar. Nesta época, para onde se vira o assunto é política.
Jornais
rádios
tevês
sites
revistas estão cheios de assuntos relacionados aos candidatos.
A maioria é denúncia de corrupção.
Superfaturamento de obras, dossiês, compra de votos, sanguessugas, confraria. Vou parando por aqui porque a lista é grande.
Confesso que nunca vi (talvez antes não tenha prestado atenção) tanta sujeira num período eleitoral. Não me refiro ao contexto nacional, mas ao estadual. Os dois principais candidatos ao governo da Paraíba, Cássio Cunha Lima e José Maranhão, travam uma batalha de acusações.
Para isso, é claro, precisam da imprensa.
No período eleitoral, o veículo de comunicação não tem como esconder a que grupo político está atrelado. Pode até tentar disfarçar, mas o povo não é tão burro assim. O pior é que, quando se perde o equilíbrio, o veículo acaba servindo de escudo para o candidato que está apoiando. Entra numa briga política que não é sua. Pelo menos não deveria ser.
Prova dessa briga são as pesquisas eleitorais. A cada semana um grupo de comunicação divulga os números. Os dois principais candidatos se alternam na liderança, dependendo onde ela foi divulgada.
A divulgação só faz confundir ainda mais a cabeça do eleitor. Quem está com a razão?
Talvez os dois!
Ou nenhum!!!
A verdade é que os próprios institutos de pesquisa estão desgastados. Certo candidato disse em uma reunião com os correligionários que o “instituto X” vende pesquisa como quem vende ventilador. O interessante é que na eleição passada, o candidato havia usado o serviço do tal instituto.
Os candidatos também buscam apoio em publicações em revistas nacionais. É estratégico. Dá mais credibilidade à campanha mostrar que a revista tal publicou uma matéria contra o candidato adversário. Há duas ou três semanas, a revista Isto É publicou uma matéria contra o candidato ao Senado pela Paraíba, Cícero Lucena.
“Coincidentemente”, a Veja trouxe uma matéria contra Ney Suassuna. Precisa dizer mais alguma coisa?
Cada vez mais a imprensa perde a credibilidade. Segue o caminho dos políticos. Boa parte da população não acredita mais neles.
É quase impossível encontrar um que não esteja envolvido em falcatrua.
Político é político. Não há como dissociá-lo da corrupção. Como disse o ator Paulo Betti
“é impossível fazer política sem sujar as mãos”.
Para mim só existem dois tipos de políticos: o que rouba e o que rouba mais ainda. Ou melhor, o que se apropria do dinheiro público indevidamente e o que se apropria ainda mais.
Isso porque político não rouba. É “apenas” corrupto.
E pensar que no próximo dia 1º de outubro seremos obrigados a digitar pelo menos 21 teclas na urna eletrônica para colocar (ou recolocar) esses corruptos no poder.
Trem bala (cover)
Há 8 anos
5 comentários:
Fica complido vê a que ponto a imprensa chegou, questionamentos surgem, será que vale a pena?
Mas logo em seguida, para quem é ético, vem a resposta...
"Minha honra não tem preço"
Isso tudo é uma grande cachorrada. Outra coisa, vc realmente nunca viu um esquema de corrupção como esse. Por isso, se engane quem quiser com político ou política. Eu, não.
Estou pensando seriamente em anular os votos para presidente, governador e senador...
Farei melhor serviço para o país se votar no número 00 para estes cargos.
Nessas pesquisas encomendadas, certamente eu estaria nas estatísticas dos indecisos. Não sei se devo anular tudo mesmo!
Parabens,Léo pelo excelente artigo.Valeu pela isencao,tecnica e acima de tudo,pela coragem de falar a verdade sobre nossos principais veiculos de comunicacao do estado,ambos vestindo as cores partidarias ha décadas. Um texto desses,vindo do meu amigo Léo Alves,não é nenhuma suspresa.Muito bom mesmo,cara!!!
Nossas opções estão péssimas... mas como fugir disso? Melhor é não anular o voto viu... é como estão dizendo por aí... votar em quem estiver solto no dia
=)
Bjs Leo
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