Por Léo Alves
Pedro abordou, no post anterior, uma situação que ocorre com freqüência nas redações. O amigo do dono do jornal se envolve em alguma confusão, mas a matéria não é publicada em nome da amizade.
Semana passada, um editor me contou sobre uma matéria com o sobrinho de um secretário envolvido numa confusão de trânsito. Chegou até a agredir os agentes. Muito mal educado com a equipe, empurrou o jornalista.
Como forma de intimidar os repórteres perguntava o nome de todos. Com isso, queria dizer que ligaria para o dono da empresa para não publicar a matéria.
A matéria foi feita. E o bagunceiro também usou de sua influência.
Perto do fechamento da edição, o dono do jornal liga pedindo que a matéria não fosse publicada porque se tratava de um amigo da família. O editor pede para fazer uma ponderação. Argumenta que, além da confusão ter parado o trânsito, o jovem agrediu a equipe de reportagem.
O dono fica pensativo, mas diante dos argumentos do editor, cede. Pede, apenas, para não citar o nome do envolvido. Mas a imagem dele fala por si só.
Alguém pode até reclamar que a matéria não saiu com o nome do bagunceiro.
É verdade.
É uma falha.
Mas para quem não teria o direito de colocar nada, já foi uma evolução.
Pequena, mas não deixa de ser uma evolução.
Trem bala (cover)
Há 8 anos
3 comentários:
Essas situações são bastante recorrentes Léo, Principalmente quando se trata de jornalismo paraibano.
Mas esse teu exemplo prova que às vezes com uma boa conversa e bons argumentos se pode amenizar o 'problema do dono'.
O pior é que às vezes...
concordo com a evolução, léo. existe um avanço ai. mas se o cara não tivesse agredido a reportagem, penso que não sairia. os donos sempre usam o jornal para favores...
Você tem toda razão Pedro. A agressão foi o argumento mais importante. Se não fosse ela, o editor não teria convencido o dono.
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