28 fevereiro 2007

Táticas (primárias) de investigação jornalística

Por Daniel Brito

Estou com uma mania incrível de digitar os nomes das pessoas que conheço no Google. Depois no Orkut. Depois no Blogger. Basta ser apresentado a uma pessoa mais ou menos interessante (em todos os aspectos) que eu já vou atrás do histórico dela.

Já descobri coisas estranhas sobre pessoas esquisitas. Como disse a ex-leitora desse blog, Manu, eu realmente sou um curioso. Em um desses dias de viagem pelo Google, Orkut e outros sites de procura tive a idéia de escrever este post.

Há dez anos o jornalismo tornou-se ainda mais investigativo. Desde a apuração do desempenho de determinado atacante no campeonato árabe até a quebra de sigilo bancário de políticos oposicionistas.

Na palestra de um figurão do jornalismo nacional em uma faculdade do Distrito Federal, o repórter contou como derrubou o presidente de um órgão do governo. Digitou o nome do camarada no google e foi na seção "imagens". Lá, encontrou a foto desse político ao lado de uma terceira pessoa que já estava presa por estelionato. A imagem fora publicada em uma dessas inúteis colunas sociais de algum jornaleco do nordeste. Aí foi mais fácil associar o tal presidente à denúncia e detoná-lo no jornal.

O que eu costumo, humildemente, fazer é procurar referências nos site de buscas. Se o nome ou o sobrenome (principalmente o sobrenome) não for comum, tipo Da Silva, Freire ou Brito, por exemplo, a pesquisa é tranqüila .

Geralmente, o Orkut revela muitas coisas.

Recentemente, o pessoal do Correio Braziliense fez uma matéria com um brasileiro morto em algum lugar na Europa baseada nas informações do que a imprensa chama de "maior site de relacionamentos da rede". Deu uma olhadinha nas comunidades, nos 'scraps', nas fotos e acrescentou os dados à matéria.

Até as polícias Civil e Federal vigiam as pessoas pelo Orkut.

Orkut e Google, como está explícito no título deste post, são táticas primárias de investigação jornalística. Um segundo passo é digitar placas de carro no site do detran, telefone no site de informações do 102 (lista telefônica) e o CPF no site da receita federal.

Já dá para adquirir algumas informações mais preciosas sobre o denunciado (apesar de serem, repito, estratégias de iniciantes).

Trabalhei com um maníaco há uns sete anos que era viciado nisso. Pelo simples fato de investigar a vida das pessoas. Ele era capaz de citar o número do meu renavam de trás para frente. Na época da ditadura ele era dedo-duro, salvo engano.

Anyway, tenho que encerrar este texto nas táticas primárias porque as avançadas estão em poder dos maiores repórteres do país. Eles têm, naturalmente, fontes em vários órgãos federais e aqueles que estão no topo da cadeia alimentar jornalística têm condições, até, de acessar a conta bancária de peixe grande da política nacional.

2 comentários:

Léo Alves disse...

KKKKK. Esse personagem que adorava fuçar a vida dos outros nunca esqueceu a placa MMV 9701. KKKKKKKK. Era um viciado em saber da vida dos outros. O maníaco, além de saber da vida de todo mundo, adorava andar com umas armas amarradas na perna. kkkkkk

Felipe disse...

Felipe Campbell pesquisa no google:

"JORNALISMO PARAIBANOA dupla Leonardo Alves e Daniel Brito lançou o blog Esportes na Rede, ... O jornalista Hildebrando Neto vem se destacando pelo competente trabalho. ...
jornalismoparaibano.blogspot.com/ - 60k - Em cache - Páginas Semelhantes "

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"Daniel Brito - AccueilMél : daniel.brito at ujf-grenoble.fr Tel : + 33 4 76 82 80 42 Fax : + 33 4 76 82 81 01. Adresse géographique :. LGIT 1381, rue de la piscine ...
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