A Globo encerrou bem sua cobertura da Seleção Brasileira na Copa. A entrevista de Roberto Carlos para Tino "Tudo-Bem" Marcos no Fantástico de domingo foi a cereja do bolo global.
Antes mesmo de a Copa começar, a Globo e Roberto Carlos estavam na berlinda. A emissora porque deitava e rolava na cobertura diária da Seleção e o lateral por ser constetado até mesmo dentro do grupo de jogadores que representavam o Brasil na Alemanha.
A primeira vez que vi a Globo pedir desculpa para alguém por ter errado foi nesta Copa. O Jornal Nacional se desculpou por ter "lido" os lábios de Parreira nos primeiros jogos e concordou que isso era "invasão da privacidade" do treinador. Só uma coisa explica isso: o acesso livre dos repórteres-celebridades aos quartos e até aos carros dos jogadores. ´
Isso NÃO é invasão de privacidade?
A entrevista de Roberto Carlos foi mais uma prova do comprometimento da Globo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). De repente, eles nem tinham a intenção de agradar à CBF, mas livrar a barra de uma camaradinha deles: Roberto Carlos.
Tino "Tudo-Bem" Marcos foi até Madrid, onde o lateral-mascarado mora há quase dez anos, fazer a pergunta que todos os brasileiros queiram fazer:
- Por que ele não marcou Henry no lance do gol?
Resposta de Roberto Carlos:
- A minha obrigação era não fazer nada. Até pela minha estatura, não posso marcar um adversário de 1,90m.
Aí entra a figura de Tino "Tudo-Bem" Marcos. Qualquer outro repórter emendaria a pergunta:
- De quem era a obrigação de marcar Henry, então?
Se não me engano, o lateral-mascarado ainda disse que a marcação dentro da área dependia dos zagueiros e bola na pequena área deveria ser do goleiro. Esta frase foi dita em outro contexto, e o que é pior, tranferindo a responsabilidade do gol que tirou o Brasil da Copa para os companheiros que estavam no agarra-agarra dentro da área com os grandalhões franceses no fatídico lance.
Tino "Tudo-Bem" Marcos seguiu o texto normalmente e fingiu que Roberto Carlos já tinha dado a resposta que todos gostariam de saber.
Honestamente acho que colocar naquele lance toda a responsabilidade pela saída precoce da Seleção é coisa de gente sem argumento. Aquele gol de Henry é o símbolo da Seleção Brasileira neste Mundial: preguiçosa, irresponsável, acomodada e alheia aos adversários. Henry poderia até fazer aquele gol. Mas daí até a Seleção dar apenas um chute na direção do gol em 90 minutos é outra história.
Para nosso consolo, em 2010, Roberto Carlos não vestirá a camisa amarela. Por outro lado, a Globo continuará com seu monopólio...
Trem bala (cover)
Há 8 anos
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