Léo Alves
Antes de a Copa começar conversei bastante com a produção da tevê para definir quais as pautas deveríamos fazer nos jogos da Seleção. O assunto também foi discutido com meu parceiro de blog, o grande DB, que também se mostrava preocupado em não fazer o “lugar comum”. O objetivo era tentar descobrir pautas diferentes e interessantes.
Começamos até bem.
Acompanhei a estréia do Brasil num seminário, como já relatei em outro post. Queríamos mostrar o que mudava na rotina dos seminaristas. Tínhamos definido que nos jogos seguintes iríamos a uma comunidade que acompanhava os jogos da Seleção pelo rádio e noutra (aceitando uma sugestão de DB) que acompanharia a Copa pela primeira vez na tevê.
Seria um lugar onde a energia elétrica havia chegado há pouco tempo. Os dois locais estavam definidos, mas por questões superiores não conseguimos executar a idéia. Tivemos que acompanhar os jogos num hotel onde a transmissão era digital e no Parque do Povo, como nas Copas anteriores. Fomos obrigados a cair no óbvio. Não por falta de idéias, mas por questões superiores.
Matérias recomendas (as famosas rec) não se discutem. Cumprem-se.
Senti um pouco de frustração em toda a equipe. Sentimento que aumentou ainda mais quando assistimos no Jornal Hoje uma matéria com um senhor que acompanhava a Copa pela primeira vez na tevê. Depois foi o Esporte Espetacular que fez outra num local onde as pessoas ouviam o jogo pelo rádio. Tivemos as mesmas idéias do pessoal da rede. A diferença é que eles executaram.
Apesar de não ter conseguido fazer tudo que imaginamos o saldo foi positivo. Algumas matérias me chamaram a atenção. Lembro de uma sobre o japonês que é presidente do Parque Teconológico de CG.
Ele é chefe da galera, mas no jogo do Brasil contra o Japão ninguém se encabulou de pertubar com o derrotado. Eu gostei de ter feito uma com os franceses um dia antes da partida. Lá de João Pessoa lembro de duas. Uma sobre torcedores mirins e outra sobre uma casa que só tem mulher torcedora.
Com o Brasil fora da Copa as pautas (claro!) diminuem.
Para as emissoras de tevê e jornais com abragência nacional o assunto da desclassificação ainda vai render mais alguns dias. Mas para os veículos regionais, acredito eu, as pautas relacionadas ao Mundial talvez tenham chegado ao fim junto com a participação brasileira.
É possível que ainda renda alguma matéria com os brasileiros (no nosso caso, paraibanos) torcendo por Portugal. Aliás, a respeito desse assunto e a queda da venda (o estoque encalhado) das camisas da Seleção foram matérias exibidas nesta segunda-feira (03/07).
A partir de agora o jornalismo volta à rotina.
Até o fim do ano, as eleições vão ser o foco dos noticiários. Então é se preparar para os debates, pautas sobre chegada e inseminação de urnas, segurança e outros assuntos que giram em torno de uma eleição.
Até aí tudo bem.
Pior é ter que agüentar as mentiras dos candidatos no horário eleitoral...
Trem bala (cover)
Há 9 anos
2 comentários:
pior tava eu, da silva, que tinha planejado de fazer a materia da semifinal contra portugal agarrado no caminhao de lixo.
FIca o aprendizado e a esperança de que na próxima copa as pessoas se mostrem mais dispostas a fazer algo diferente...
Quanto aas eleiçoes:
CONTRA BURGUES, VOTE 16!
Pra nós futuros jornalistas, fica mais uma lição: ném sempre nossas idéias(jornalistas)se concretizam.
Mas, como em toda profissão tem-se que "engolir alguns sapos", nesse caso, talvez vários.
Mais uma vez os filhos da pauta, através da experiência vivenciada, dá a sua contribuição para nossa formação.
Valeu Léo, por mais exemplo.
Das "rec" dependem muito os meios.
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