29 setembro 2007

A mídia e a Universal

Pedro Henrique Freire

Há três semanas, se não me engano, a praia de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, transformou-se em palco para 650 mil evangélicos – segundo organização – se livrarem dos espíritos e sentimentos malignos. Lá, ocorreu “a maior sessão de descarrego do mundo”. Quem comandou a farra religiosa foi a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), orientada pelo seu líder, bispo Edir Macedo.

Nas areias da praia, além de fé, enquanto fiéis oravam, carnês bancários foram distribuídos, com 12 boletos de R$ 20 reais cada. O dinheiro, segundo a Universal, vai ajudar na ampliação da rede de rádio da igreja no país. É bom lembrar que a Universal hoje é dona da TV Record, Rede Mulher, Rede Família, Rede Guaíba, Rede Aleluia e controla uma rede nacional de rádios em FM, além de várias emissoras locais, em AM e FM. E há pouco lançou um novo canal de TV.

Essa é uma manobra da Universal para incrementar seus cofres e aumentar seu poder de persuasão. A justificativa está no próprio carnê: "A mídia é um canal valioso que a Iurd tem usado na propagação da Palavra de Deus, e o rádio é a principal ferramenta capaz de alcançar aqueles que moram nas mais distantes regiões", diz o texto na contra-capa do "carnê dos Auxiliares", publicado, um dia ai, no jornal Folha de São Paulo.

Disso pode-se tirar uma gama de conclusões. Ser contra ou a favor. Mas é preciso ir além. É fundamental saber, por exemplo, que algumas igrejas evangélicas misturam religião com política. Não é a toa que na Câmara dos Deputados existe a bancada dos evangélicos, que, no ano passado, contava com 64 parlamentares. E é ingênuo se pensar que essas rádios e TVs não são usadas para agradar “os seus”.

Outro dado: segundo matéria de O Globo, publicada em 1º de agosto de 2006, quase metade dessa bancada (29 deputados e um senador) foi acusada pela CPI dos Sanguessugas de receber propina de empreiteiro. Alguns foram inocentados e outros renunciaram para não ficarem inelegíveis e hoje respondem a processos. Os ex-deputados Bisbo Rodrigues e Valdemar Costa Neto, ambos do antigo PL, são bons exemplos.

Recentemente, o Brasil assistiu com atenção o caso dos bispos Sônia e Estevam Hernandes, donos da Renascer em Cristo. Eles estão presos nos Estados Unidos por contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Pra completar, a matéria da Folha de S. Paulo lembra também que o líder máximo da igreja Universal, Edir Macedo, responsável pelos carnês, foi preso em 1992, sob acusação de charlatanismo, curandeirismo e estelionato.

Esses são apenas alguns exemplos de disfunções que pesam sobre líderes religiosos. Existem outros. Cabe ao leitor reuni-los e tirar suas próprias conclusões. Mas o escritor e pastor evangélico Ricardo Gondim já tem as suas. Ele é dono do livro O Que os Evangélicos (não) Falam (Ed. Ultimato). E discorre sobre a busca das igrejas por poder absoluto. Num trecho, questiona: “Quem poderia imaginar que as igrejas se transformariam em mega-empresas, movimentando somas astronômicas, conspirando pelo poder político e disputando, em pé de igualdade, a hegemonia da mídia?” Boa pergunta.

23 setembro 2007

Relação vantajosa

Por Léo Alves

Os colegas Pedro e Daniel já trataram do tema em posts anteriores. Mas como o assunto dá “muito pano pra manga” não vou sair da linha da relação (comercial) entre veículo e governo.

O governo é, sem dúvida, um dos maiores anunciantes.

O veículo de comunicação precisa da publicidade do governo para sobreviver.

Reféns das verbas publicitárias, muitos veículos acabam também tornando-se reféns do próprio governo.

Só fazem matérias para agradar o anunciante.

Quando o assunto “bate” no governo é censurado, na maioria das vezes, pelo dono do jornal.

Não deveria ser assim.

Os empresários da comunicação bem que poderiam perceber que o governo precisa de seus veículos para exibir sua propaganda.

Se o governo deixa de anunciar ele perde.

As ações governamentais não são divulgadas.

A publicidade é uma espécie de prestação de contas com a população. O governo precisa dela.

E, mesmo que o veículo seja contra determinada administração, o governo também terá que anunciar nele.

Lógico que esses investimentos serão menores em relação aos veículos aliados.

De certa forma o governo também é refém dos meios de comunicação.

Mas a maioria dos empresários da comunicação não percebe isso. Acha que só o veículo precisa do governo (leiam-se verbas publicitárias).

Ambos são reféns. Um precisa do outro para sobreviver.

Recorro a um termo da biologia para definir a relação entre veículo e governo: mutualismo.

Segundo a ciência mutualismo é a associação entre indivíduos de espécies diferentes na qual ambos se beneficiam. Esse tipo de associação é tão íntima, que a sobrevivência dos seres que a formam torna-se impossível, quando são separados.

20 setembro 2007

Os limites do jornalista

Por Daniel Brito

Diante do chocante caso de tentativa de assassinato ao jornalista Amaury Ribeiro Jr., na noite desta quarta-feira, na Cidade Ocidental, ainda me pergunto até onde um jornalista pode ir?

Para quem não está sabendo da história ainda, Amaury é colega de Correio Braziliense (não me conhece porque eu faço o miolo do jornal, ele apura manchetes de primeira página) e havia mais de um mês percorria as cidades mais perigosas do Entorno relatando os casos de violência dignos da Favela Santa Marta ou Complexo do Alemão, no Rio.

O Entorno tem esse nome porque cerca o Distrito Federal com várias cidades-dormitórios (lá embaixo eu explico isso) pertencentes ao estado de Goiás. Os governos goianos, contudo, não mexem uma palha para mudar a situação de pobreza da região.

A diferença entre o Entorno e o Rio de Janeiro é que lá o crime é "organizado".
Na Cidade Ocidental, aqui no Entorno, é exatamente o contrário.

É uma terra sem lei, com várias gangues inimigas - diferentemente das grandes facções, como ocorre no Rio -, alto consumo e tráfico de drogas. A maioria dos moradores da região é imigrante que trabalha em Brasília, mas volta todos os dias, às 18h para o Entorno, onde o custo de vida é muito mais baixo. A cidade mais próxima do centro do Plano Piloto fica, no mínimo, a 45 quilômetros. Daí o nome de cidade-dormitório. Daí, também, o motivo dos governos goianos não atuarem na região. Muita gente vota no DF, mas mora em Goiás.

Não precisa ir lá para saber que mata-se por um pingo no i.
Rouba-se para sustentar o tráfico e a própria vida.
Vive-se com medo da própria sombra.

Grande repórter investigativo, Amaury reuniu informações suficiente para mergulhar de cabeça na denúncia de que a região está para Brasília como a Baixada Fluminense está para o Rio de Janeiro. O governo federal, após as reportagens do Correio, anunciou um pacote de medidas de segurança com a Força Nacional no meio para diminuir os índices de criminalidade.

A história de Amaury, contudo, não acabava ali. Ele tinha conteúdo para reforçar a tese de que o Entorno está repleto de cães ferais, o que transforma a "nova capital" em uma bomba relógio. A aparente tranqüilidade da cidade planejada está com os dias contados.

O repórter rodou os locais mais perigosos com táticas diferentes para não ser descoberto pelos marginais. Até porque, não há delegacia de polícia na Cidade Ocidental, por exemplo. Até o fim da tarde desta quarta-feira seu plano de apuração dava certo.

Durante uma entrevista em um bar, no final da tarde desta quarta-feira, um adolescente de 16 anos, armado com um 38, disparou três tiros na direção do repórter e fugiu. Até o começo da madrugada de quinta, momento em que publico este post, no calor dos acontecimentos, a informação que me foi repassada é que o garoto foi detido.

O atentado teria sido armado pelos bandidos acusados nas reportagens.
Amaury está consciente e o quadro é estável.
Por um milagre, até onde eu sei, apenas uma bala perfurou seu abdômem, mas não corre o risco de perder a vida.

Sei, também, que Amaury chegou a um ponto em que nem a polícia costuma ir.

Para mim, ficou comprovado que o tamanho da emoção de se fazer o jornalismo investigativo bem feito é proporcional ao risco que se corre.

19 setembro 2007

Jogo de três pontos

Por Daniel Brito

Desde agosto, voltei a trabalhar diariamente com futebol. Minha última experiência diária com o esporte foi em 2002, na TV Borborema.

Futebol é o meu primeiro esporte.

Assisto.
Acompanho.
Mas, incrivelmente, não tenho muita disposição para comentar sobre futebol. Assim como ler notícias de outros times que não sejam aqueles com os quais trabalho todos os dias. Quando cobria Série C, por exemplo, não fazia questão de participar daqueles calorosos bate-papo sobre a situação do Palmeira ou Botafogo.

Por que não costumo comentar muito sobre futebol?

Porque a maioria dos torcedores é burro. Vêem o futebol apenas como uma bola que tem que ser empurrada pelo atacante para o fundo das redes. Eles não entendem o caráter lúdico e até social do esporte. Daí a violência num simples bate-papo sobre o clássico flamengo x vasco.

Se você prestar atenção, todas as discussões sobre futebol rodam em círculos. Ninguém abre mão de sua própria opinião para concordar com o rival e a conversa não termina nem tão cedo.

Por que não leio sobre os outros times?

Porque a notícia de futebol tornou-se repetitiva. Disse em um post anterior que se pegar uma reportagem de tevê sobre o treino de qualquer equipe um mês atrás veremos os fatos idênticos neste momento. Sem contar com as entrevistas manjadas, muito por causa das perguntas mais do que batidas dos repórteres.

Por ter sido um torcedor em algum momento da vida, o repórter de esporte cai no erro de repetir as histórias.

As mais mais dos jornalistas preguiçosos são:

- Quando um jogador dá a volta ao mundo, defende oito clubes em quatro anos e retorna ao time de origem, o título da matéria é "Velhos conhecidos". Serve para quando o treinador do time A enfrenta o time B, que ele mesmo comandava até a rodada passada.

- Antes de um clássico, o time A é líder do campeonato e o time B é o lanterna. Quando eles vão se enfrentar, o título da matéria é "Duelo de opostos".

- Um jogador especial do time X ou o treinador muda de idade no dia do jogo contra o time Y, o texto tem que conter a informação que "tal jogador quer fazer o gol da vitória para dar de presente de aniversário aa torcida"!

O jornal O Globo tem tentado mudar essa história. Às vezes, eles pecam pelo excesso de vontade de fazer diferente, mas tem fugido muito do que foi noticiado exatamente do mesmo jeito nos últimos dez, 15 anos.

Para fugir do óbvio, a Folha de S. Paulo, usa e abusa das estatísticas. Cruzamento de informações para chegar a uma história diferente. Ao ponto de, na véspera da decisão entre Brasil x Alemanha, há cinco anos, dar destaque aa seguinte matéria:

"Estatística aponta uma Seleção Brasileira fracassada com três zagueiros".

Ou seja, porque a Seleção perdeu mais jogos com três zagueiros, significa dizer que pode perder a copa para a Alemanha. Isso foi em 2002, na Copa do Japão.

De volta ao noticiário futebolístico desde mês passado, tenho me esforçado para fazer diferente.
Agora eu sei que na prática, a teoria é outra...

12 setembro 2007

A realidade do jornalismo no Nordeste

Pedro Henrique Freire

Reflexões sobre a capa*

As últimas capas do jornal foram extremamente chapas-brancas. A edição dessa página está fraca e as chamadas pouco atraentes. É preciso descolar a imagem deste veículo com a do governo do estado e prefeitura. Mas parece que trabalhamos para promovê-los.

Exemplo:
A entrevista com Julião Amim (presidente regional do PDT no MA) tratava de um possível racha no partido. A matéria sobre ele vinha com essa tônica. Ele negava o racha e disse que procuraria a unidade. A melhor manchete seria: “Amim nega racha entre prefeito e governador”. Mas colocaram a manchete da pior forma possível. Não lembro os termos exatos. Mas saiu alguma coisa assim: “Julião Amim afirma que PDT sairá unido nas eleições de 2008”.

Esse não era o tom da matéria. Está eleitoreiro e parece um aviso aos adversários do governador. Além disso, ele falou em unidade em alguns momentos, mas apenas como retórica política. Nós sabemos que a unidade como ele quer será difícil. Com a manchete dessa forma, tiramos toda a malícia que um jornal precisa ter para ser respeitado. Está, simplesmente, oficial demais.

Exemplo 2:
Outro exemplo, também recente, de manchete chapa-branca foi a sobre os cadeiões. “Jackson busca entendimento com a população”. Quem lê isso com um pouco mais de crítica, imagina que o próprio governador escreveu e mandou por e-mail para o editor de capa.

A capa é o local mais nobre do jornal. Merece muita atenção. Dentro do jornal, podemos até pecar por excesso de parcialidade – já que não tem outro jeito. Mas na capa, não. É preciso resistir às pressões das assessorias e construir uma imagem mais imparcial. É uma questão vital. Se hoje somos desrespeitados por algum membro do governo, é porque não soubemos resistir às pressões e acabamos cedendo demais. Estamos fracos.

Sugiro, então, algumas mudanças básicas:

1 – Deixarmos de usar o nome Jackson Lago como sujeito da ação. Ou seja, em vez de chamarmos “Jackson inaugura escolas”, colocaremos: “Governo entrega tantas escolas”. O mesmo vale para a prefeitura.

2 – Evitarmos fotos do governador todos os dias na capa. Como as fotos são publicadas sem crivo ou interesse jornalísticos, podemos estabelecer um teto: fotos do governador apenas duas vezes na semana. Do prefeito, só quando o assunto for muito relevante.

3 – As manchetes devem evitar o tom oficial. É preciso isenção, clareza e objetividade. Vamos ser imparciais ao menos na capa.

4 – É comum o governador aparecer em duas e até três chamadas na capa. Podemos evitar esses excessos. Só uma chamada para ação do governo basta.

Com essas pequenas mudanças, acho que podemos livrar o jornal – ao menos um pouco – da pecha de oficial. Afirmo que, hoje, não é preciso ler com profundidade este veículo para saber como ele se comporta em relação ao governo.

No Maranhão, há uma tradição ao avesso de outros estados e da grande imprensa. Ai, apoio jornalístico se dá com elogios. É errado. Os governos devem anunciar para não serem criticados e não para serem elogiados. Não defendo uma postura extremamente imparcial, até porque não se pode fazer isso no universo em que vivemos. Defendo apenas que façamos um jornalismo menos oficial e justo com o leitor.

* Sugestões enviadas ao diretor de redação.

05 setembro 2007

Manchetes atropeladas

Por Daniel Brito

A ordem nas redações é:

"Vamos atrás do furo"

Isso não é de hoje, óbvio. Mas, acredite, a cada dia, mais pessoas querem contribuir para o bom jornalismo. Aquele que investiga profundamente e publica com um texto impecável; que denuncia e pode até derrubar assesores, ministros, senadores, governos inteiros.

O problema é que o Brasil sofre de hemorragia generalizada, na minha modesta, opaca e pálida opinião. Qualquer lugar deste país é possível encontrar uma caveira escondida. Até, quem sabe, no seu armário (opa!).

Na ânsia de dar furos e mais furos, acontecem muitos erros e injustiças, não tenha dúvida, mas eu comento sobre isso em outro post. Agora, quero mostrar o que eu escrevi no título. O atropelamento indiscriminado de manchetes dos jornais. Pelos dois motivos citados no primeiro parágrafo: gargantas profundas (informantes interessados em denunciar) e a necessidade de acusar irregularidades.

Vamos aos exemplos?
Então tá.
Em abril, os jornais estamparam o caso de um ministro do STJ envolvido na Operação Furacão, da PF. Ele foi acusado pela polícia de dar sentenças favoráveis a bingueiros, para beneficiar o irmaõ, que tava diretamente ligado aos donos de bingo. Em maio, explodiu a Operação Navalha, de Zuleido Veras e a Gautama. Em seguida, surgiu o escândalo de Renan Calheiros. No meio dessas confusões, apareceu a denúncia contra o ex-governador do DF, até então senador, que teria recebido milhões de um empresário local, não se sabe porquê, mas diretores do banco do DF estavam no meio dessa divisão de dinheiro aí. Agora começou o julgamento do Mensalão, de 2005, que andava meio esquecido.

Agora, eu pergunto:

o que você se lembra do caso dos bingueiros?
E da Gautama?
A cada bomba que estoura na Esplanada dos Ministérios, Praça dos Três Poderes e adjancências, a bomba anterior perde a força e cai no esquecimento.
Só o caso Renan resiste.
E ele ainda insiste... À espera de uma outra bomba, para que esqueçam da dele!

02 setembro 2007

Jornal relatorial

Por Daniel Brito

Aquele jornal que só traz notícias oficias, muitas vezes com releases reescritos ou copiados ipsis litteris, é o que a gente chama de jornal relatorial.

Aliás, não é só jornal impresso, não. A TV tem feito muito isso. O rádio além de ser relatorial, perdeu sua essência ao deixar de investir em repórteres e passou a ler notícias da internet.

Já disse em um post mais antigo que o departamento de jornalismo das emissoras de TV locais (seja em Brasília, na Paraíba, em Cocal de Telha no Piauí, em Massachusets), já não apura matéria. Pode fazê-la uma vez ou outra, claro, mas os repórteres de TV estão quase que copiando o que é publicado nos jornais.

Foi mais ou menos isso foi o que Da Silva escreveu recentemente.

Peguemos como exemplo, pois, o telejornal de maior audiência do DF. A cada dez matérias exibidas, oito são sobre governo. Crítica ou elogio. Mas são sobre o governo. As outras duas são agenda cultural e meteorologia. Aliás, acho até que previsão do tempo entra como relatório, não é não?

O pior é que os telejornais wannabe das outras emissoras fazem o mesmo na ilusão de ter a audiência idêntica.

No jornalismo esportivo na TV, para ir um pouquinho mais longe. Existe coisa mais repetitiva de se ver do que "Fulano, suspenso, sai para entrada de Sicrano na lateral". Se pegarmos no arquivo do ano passado, vamos encontrar matéria idêntica, mas com nomes diferentes. Isso também é um jornalismo relatorial.

É muito fácil e muito chato fazer jornalismo assim.

Difícil mesmo é colocar opinião no conteúdo.

Sim, porque com a proximidade assustadora dos empresários do setor com políticos e seus partidos, a opinião tende a sair distorcido. As coisas não funcionam como o slogan do Le Monde:

"Sem a liberdade da crítica não existe elogio sincero". Aliás, alguém já me falou - e o Google confirmou - que esta frase é de um camarada chamado Pierre Beaumarchais, autor de teatro do século XVIII.

Do jeito que as coisas se encaminham na nossa área, é capaz de entrarmos na era do jornalismo e da opinião relatorial. Onde toda a verdade vem do governo e só do governo.

PS - Tem um blog novo no ar. É o muitodenada.blogspot.com. Não é sobre jornalismo, como este almeja ser. Tem tudo sobre nada. E ponto final...