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09 novembro 2010

Uma nova velha ideia

Por Léo Alves

Na segunda-feira pós eleições, o Jornal da Paraíba lançou numa mesma edição duas manchetes. Uma sobre a eleição de Ricardo Coutinho e outra a de Dilma Roussef. Bastava virar o jornal de ponta-cabeça e escolher o destaque que mais lhe apetece.

Entre os coleguinhas de profissão, a edição foi alardeada como uma inovação no jornalismo. A ideia é interessante, mas está longe de ser uma novidade. Na Copa do Mundo de 2002, o Correio Braziliense já havia feito uma capa “carta de baralho”.

O detalhe é que a capa do Correio tinha uma justificativa. Naquela madrugada o Brasil enfrentaria a Inglaterra na Copa Mundo da Coréia-Japão. Para driblar o tempo (já que depois do jogo não daria tempo imprimir o jornal), o CB fez duas manchetes na mesma capa. Uma com vitória da Seleção Brasileira e outra com o triunfo dos adversários.

Analisando os dois jornais, a minha humilde opinião é de que a capa do Correio se justificava.

O impresso usou a criatividade para trazer a notícia do dia, que era o jogo da Seleção, ocorrido na madrugada. No caso paraibano, o JP poderia muito bem ter colocado as duas notícias (Ricardo e Dilma) numa mesma manchete.


Nesse caso, a criatividade não foi funcional. Apenas uma forma de passar a ideia de pioneirismo. Talvez para os leitores menos atentos ou antenados, tratou-se uma grande inovação, mas como se viu não foi nada além de uma cópia, um plágio, uma reprodução de uma ideia de oito anos atrás.

20 fevereiro 2010

Desconstruindo o glamour em um plantão noturno

Por Daniel Brito

O zumbido irritantemente baixo do mosquito ao pé do ouvido abafa o turbilhão de pensamentos na mente do repórter em plena madruga desértica do Planalto Central de um sábado qualquer.

Espremido no banco de trás do carro, com a cabeça mal acomodada em uma muda de roupas de frio, o repórter lembra do começo da carreira e de tudo que projetou para si no jornalismo. E vê nos feixes das luzes de carros que trafegam pelo Setor Policial Sul que, na prática, a teoria é outra.

Quando se é escalado para passar a noite na sede da Polícia Federal, em Brasília, aguardando qualquer informação sobre o governador preso ali dentro, José Roberto Arruda, é preciso ter sangue frio para não desistir da profissão de repórter.

Arruda foi preso em 11 de fevereiro de 2010 por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por tentar obstruir o trabalho da justiça. Arruda é chefe* de (mais) um super esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. Ele permaneceu por sete dias em uma cela que na verdade é uma sala de um diretor do Instituto Nacional de Criminalística (INC) com banheiro privativo, ar condicionado, cama confortável. Havia internet e telefone na sala mas ele era proibido de usá-los. Ontem foi transferido para uma cela de verdade, no prédio aos fundos.

Quatro janelas da cela-sala em que estava até ontem dão para o lado de fora do Complexo da Polícia Federal, no Setor Policial Sul. A 250 metros de distância, dezenas de cinegrafistas e fotografos se aglomeravam na grade do complexo para flagrar qualquer movimento aparente do governador preso. As chefias de redações optaram por permanecer com repórteres e fotógrafos por ali de 6h às 21h, aproximadamente.

Apenas o jornal para o qual eu trabalho decidiu botar praça durante as 24h diárias enquanto o detento permanecer por ali. Significa dizer que alguém, todo dia, terá de abrir mão do conforto de seu lar para esperar por qualquer movimento do presidiário. Não precisa ficar na sarjenta ou ao sereno. Pode ir no seu próprio carro e fazer papel de Pedro Bial ('você não perde por espiar') ali de dentro mesmo.

A opção foi baseada na história.

Em 1993, José Carlos Alves dos Santos foi preso nesta mesma PF acusado de participação na farra do Orçamento da União, que gerou a CPI do Orçamento no Congresso. Uma bela madrugada, arrependido por estar vivo e por ter denunciado os 23 deputados que chafurdavam com a grana pública, decidiu por fim à própria vida e meteu a navalha nos pulsos.

Naquela época, ninguém havia pensado em virar madrugadas na porta da PF, mas o plantão começava cedo. Dois fotógrafos chegaram ao local às 6h no exato momento em que Alves dos Santos saía da carceragem da PF direto para a ambulância, lambuzado de sangre. Só o Globo e um outro jornal (que não me recuerdo qual) fizeram a foto.

Ficou a lição para quem levou o furo.

E o escolhido para passar algumas das noites da semana de carnaval fui eu. Fiquei vigilante por ali da noite de quarta-feira de cinzas à manhã de quinta-feira. E hoje também: cheguei à Polícia Federal às 19h45 de sexta-feira, com o dia ainda claro por causa do horário de verão, e saí com o dia igualmente claro, às 7h15, e a cara inchada de mais uma noite mal dormida.

Tecnicamente, o governador detido não pode pregar uma peça e fugir. Ele é barrigudo, sedentário, assaltou os cofres públicos mas não é tão doido de armar uma fuga mirabolante dentro da PF. Nenhum Habeas Corpus pode surgir no meio da madrugada porque ele tem foro privilegiado, portanto só o STF ou o STJ poderiam soltá-lo. O que já ficou claro pelas entrevistas dos ministros que não vai rolar (muito menos de madruga) porque ele pode 'atrapalhar o curso das investigações'.

Pessoas mais próximas a ele garantem que Arruda tem personalidade depressiva e sucumbe a pressões. Cogitou-se que ele poderia até repetir Alves dos Santos e tentar partir dessa para uma melhor (o que renderia um caderno especial). Ou então ele poderia simplesmente passar mal e ser atendido por uma junta médica (o que renderia um abre de página). Ou então, a família, em um gesto para lá de inesperado, poderia armar uma visita surpresa de madrugada (o que renderia um pé de página).

Pois é, mas essas duas noites que passei em campana não renderam nada.

Aliás, renderam bons contatos. Conheci o pessoal de outros jornais e emissoras, trocamos figurinhas e contatos telefônicos. Conversamos sobre as redações e pessoas conhecidas, fizemos piadas sobre a história do detento e tiramos dúvidas sobre pontos do processo em curso.

Mas de notícia, notííííícia mesmo...nada!

Mesmo sabendo que as madrugadas não são nada informativas, é preciso manter a vigilância. Olhos abertos, claro que não em 100% do tempo. Mas a atenção tem de estar voltada para o interior do complexo. Minha estratégia é manter-me acordado por um minuto a cada meia hora. Só para desencargo de consciência.

Foram nesses intervalos que refleti, ao som das muriçocas, sobre a vida de repórter e os sacrifícios que fazemos para manter de pé essa utopia realista de viver de escrever. Eu, particularmente, não penso em desistir... não enquanto eu tiver saúde mental.

Ou não!

* O autor deste post não acredita que Arruda seja suspeito. Acredita que ele seja culpado mesmo!

07 novembro 2009

With a little help from my friends

Por Daniel Brito

Na minha primeira semana como assessor de imprensa, descobri que fui gente boa com muita gente. Sim, porque meu primeiro desafio era promover um evento meio que inusitado em Brasília. Precisava entrar em contato com jornais e TVs do DF para que eles comprassem a minha pauta.

De uma certa maneira, tomei o cuidado de telefonar para aquelas pessoas que poderiam nutrir alguma simpatia por mim. E deu resultado... Dois jornais e quatro emissoras de TV compraram. Quantidade excelente para um assessor de primeira viagem.

Boa parcela do êxito se deveu à minha amizade com a imprensa do DF. Outra parcela era por causa do evento em si.

Não estou dizendo que minha presença era mais importante que o evento, mas vida de assessor tem dessas: se os caras da redação não vão com a cara dele (assessor), adeus espaço na mídia.

Conversando com um amigo sobre isso, ele me lembrou da frase de Nilton Santos, após ser agraciado por uma das centenas de homenagens que recebeu desde que foi bicampeão mundial de futebol, em 1962: "Já pensou se eu tivesse feito m*rda?".

Se ele tivesse feito m*rda, não seria o Nilton Santos.

O grande lance da assessoria, até onde pude perceber em quatro meses na área, é a amizade, o contato mais próximo, 'o poder do algo mais e da alegria' com o pessoal da redação. Sabendo com quem você está lidando, a chance de a pauta ser veiculada aumenta em 100% em relação a uma história vendida para quem você não conhece.

Rola até uma relação de confiança.

O assessor passa uma história exclusiva ao repórter que sabe que vai dar um tratamento diferenciado ao assunto. O repórter aceita as sugestões do assessor porque sabe que o cara nào passaria qualquer baboseira para ele...

Veja o que aconteceu comigo mesmo semanas atrás.

Precisava vender uma história aos veículos de comunicação do estado X na regiào Y do país. Liguei para quatro emissoras de TV e dois jornais além de um site. Uma emissora me atendeu e me deu retorno informando que não poderia fazer a pauta por um motivo qualquer. Ok, foi honesto. Outra pediu para retornar mais tarde e nunca mais me atendeu. Duas nem sequer me transferiram para a editoria responsável. Um jornal não me atendeu, no outro, fui extremamente mal tratado e a pauta foi ignorada.

Não queria abre de página ou cinco minutos de TV. Por não conhecer o pessoal, não consegui sequer vender a pauta. Liguei sugerindo uma matéria curiosa, como quase todas que ofereço, que podia render uma foto-legenda ou uma nota-coberta, no caso das TVs. Só o site publicou. Mais por preguiça do que qualquer outra coisa, porque eles republicaram o release ipsis litteris.

Por ter trabalhado minha vida jornalística inteira dentro das redações, me preocupo em oferecer assuntos que eu mesmo poderia fazer caso um assessor me vendesse quando eu era repórter.

Semanas mais tarde - já dia desses agora - tive que viajar para o esse mesmo lugar X da região Y do país. Previ as mesmas dificuldades e busquei ajuda dos amigos. Um camarada meu, grande amigo, que atua na cidade Z, entrou em contato com um amigo de um grande jornal impresso na tal da cidade X contando quem eu era e se ele poderia me dar um help. Fui super bem atendido, tipo very important person. Outras pessoas envolvidas no evento me colocaram em contato com uma emissora de TV, que desta vez me ouviu e adorou minha sugestão. Resultado: ampla divulgação. Melhor que a encomenda.

Nem parecia a mesma cidade da primeira tentativa.

O assessor de imprensa tem que ter uma lábia maior do que um repórter na hora de vender pautas. Teoricamente, o repórter só precisa vender pauta para um chefe, que é seu editor direto. O assessor precisa acertar a pauta com o cliente, conversar com o chefe da assessoria e iniciar a venda para vários editores de vários veículos.

Às vezes você tem uma pauta super legal na mão e oferece para alguém que você tem certeza que vai dizer sim...mas ouve não! Você vai ter que gastar a mesma energia para vender a pauta para seu segundo nome na lista e assim sucessivamente até encaixar a história em algum lugar.

É um procedimento que o jornalista não tá acostumado a seguir. Já o assessor tem que estar engatilhado a todo momento. Daí a importância de conservar a boa convivência com os coleguinhas de chão de fábrica.

"Com a ajuda dos amigos" dá para ter sucesso em assessoria.

25 dezembro 2008

Da vaidade jornalística

Por Daniel Brito

A maior causa de mortes entre os jornalistas é o suicídio. Quando eles se atiram do alto do próprio ego.

Superestimar a profissão e sua posição dentro dela é quase que uma questão de sobrevivência. Aparece mais quem se vende melhor... (talvez por isso a gente mantenha este blog...ou não!!!!!)

Como jornalista só anda junto, não é raro participar de um papo no qual o assunto principal são as proezas pessoais.

Nesta hora, amigo velho, tudo conta. Desde a sua pergunta feita na coletiva de imprensa cuja resposta acabou virando manchete em todos os jornais, até o caso extremo de derrubar ministro, senador, governador por intermédio de seu esforço de apuração/investigação. Já houve até quem me reclamasse que leitores de jornal não prestam atenção no nome de quem assina as matérias.

O orgulho do furo dado marca a vida do jornalista. Independentemente do tamanho. Foi furo? Vira uma longa história para repórteres mais novos ou amigos de bebedeira pós-plantão. Ou posts...

Dia desses, joguei duas iscas e pesquei dois peixes gigantescos.

Entrei no blog do repórter X e comentei, com desdém, de um furo que ele se gabava de ter publicado naquele dia. Coloquei meu nome lá e tudo mais, mas sem sobrenome e meu outro email. Sem me esconder, fui lá e tasquei:

- Olha, X, se esse 'furo' for uma barrigada, você vai se retratar no jornal.

Eu, como jornalista que sofre do mesmo mal, tinha certeza de que eu estava certo e fui lá na casa do cara provocá-lo. Ele respondeu rispidamente:

- E se eu não estiver errado, Daniel, o que você vai fazer?

Dias mais tarde, o tal do furo virou um tremendo de um track e voltei ao blog do camarada, desta vez com "possidônios" (leia-se: pseudônimos), para cobrar a história. Na primeira vez que comentei, X tentou se justificar. Na segunda, não respondeu. Na terceira, nem autorizou a publicação do comentário.

É difícil admitir que errou.

O outro peixe que peguei foi com um repórter do mesmo veículo de X. Era a primeira vez que conversávamos. Atuamos na mesma área e ele rolou a bola para eu contar a história de um único furo que eu dei na vida.

Inteligentemente (às vezes eu calculo bem meus movimentos. Às vezes) citei minha história sem auto-propaganda, mas no meio da minha explicação o concorrente soltou essa:

- Ah, sim, eu dei esse furo...

Quer dizer, a história eu publiquei primeiro. Ele, duas semanas mais tarde. Mas o repórter rival tomou para si o furo e ainda veio me dizer que era furo dele.

Eu vibrei com essa declaração. Era o argumento que faltava atualizar este blog com a tese da vaidade.

Estou para descobrir qual jornalista não sofre deste mal.

14 novembro 2008

"Ligue para a assessoria do prefeito"

Por Mário Coelho

A minha última missão no trampo era completar a matéria que uma repórter frila deixou incompleta. Com o rescaldo das eleições municipais, eu deveria entrevistar um prefeito negro eleito no mês passado e reescrever partes do que a colega tinha deixado para o editor. Tarefa relativamente simples. Escolhi o prefeito que tinha o perfil mais próximo da pauta e comecei o trabalho para localizá-lo.

Comecei pelo começo, como dizem por aí. Liguei para a assessoria de imprensa do prefeito. "Manda um e-mail com as informações", foi a resposta que eu tive. Percebi na hora que queriam postergar ao máximo a análise do pedido de entrevista. Mandei o e-mail e corri por fora para conseguir o telefone do dito cujo. Liguei para o diretório estadual do partido dele e depois para o municipal. Ambos me passaram o número da prefeitura.

Foi aí que tive a idéia de conversar com algum colega que cobrisse política local na cidade do interior de São Paulo. Liguei para o maior jornal procurando por alguém da editoria. Depois de vários ramais errados, atende uma moça. Eu explico a história, e ela, com muita raiva, responde que "aqui não é a assessoria dele. É o jornal da cidade. Ligue para a assessoria do prefeito".

Eu contei mentalmente até 10 para não xingar a coleguinha. Respirei fundo e expliquei tudo novamente. "Sou repórter aqui em Brasília, do site tal. Já liguei para a assessoria do prefeito, e eles estão enrolando para dar resposta. Por isso, liguei para o jornal, na esperança que um colega que cubra política local pudesse me passar o telefone do prefeito ou dar alguma dica sobre como conseguir."

Transbordando de má vontade, ela soltou um "humpf, espera aí" e me transferiu para outro ramal. Aí atendeu outro colega, com um pouco mais de boa vontade. Disse que a assessoria do prefeito era assim mesmo, que o alcaide até atendia bem a imprensa, mas seus assessores tinham um controle rígido do que e quando ele falava. "Nós cobrimos 10 cidades aqui no jornal. Tenho o celular de nove prefeitos. Advinha qual eu não tenho", disse o colega. Depois de me dar umas dicas, agradeci e desliguei.

Essa historinha toda para comentar sobre o coleguismo na profissão. Vivemos uma época onde as redações estão cada vez mais enxutas e a cobrança não pára de crescer. Uma coisa é fazer pool - o grande Pedro já havia escrito isso por aqui, mas não achei o texto para linkar -, outra é ajudar um colega com um número de telefone e umas dicas. Tem uma grande diferença.

Apesar de não fazer, não sou contra o pool. Isso é muito comum entre setoristas, que sozinhos têm o dever de não deixar passar nada sobre um determinado assunto. Então os repórteres se reúnem e trocam figurinhas sobre o que apuraram. Chegam até a dividir a apuração, como se trabalhassem no mesmo veículo. Eu acho um pouco demais, mesmo reconhecendo que a pressão pode ser absurda.

Agora, se o colega precisar ajuda, eu não nego. Não tenho frescura em passar o telefone celular de uma fonte. Não é isso que vai fazê-la deixar de me passar informações. Tem gente que acha isso. Salvo, claro, se ela me passou a recomendação de não distribuir o número.

No ano passado, quando estava no antigo trampo, entrei na cobertura de um caso de repercussão nacional. Um golpista decide matar amante propondo um pacto de morte para ela. A vítima toma o veneno de rato, passa dias no hospital e acaba morrendo. Ele, que não tomou estricnina, foi preso logo depois da morte da ex-amante.

Vieram a Brasília repórteres de vários lugares do Brasil par a entrar na cobertura. Aí um colega do Rio, do jornal Extra, me liga na quinta à noite. Eu passo todas as dicas para ele, números de telefone e relato como vai ser minha matéria no dia seguinte. Ele chega a Brasília, me liga pela manhã e pergunta o que eu pretendia investigar. Eu digo a linha de apuração e desligo.

Chego na redação, ligo para o delegado responsável pelo caso. Ele pede para eu ligar mais no meio da tarde. Logo depois, saio para almoçar. Uma hora depois, quando voltei, o colega me liga de novo. Travamos o seguinte diálogo:

- Mário, onde você está?
- Na redação, acabei de voltar do almoço.
- Cara, então corre aqui para a delegacia. O delegado trouxe o golpista para falar com a gente!
- Sério? Eu falei com esse fdp há uma hora e ele não me disse nada disso!
- Olha, só tem imprensa nacional por aqui.

Na hora eu saquei o que o delegado queria. Inebriado pela repercussão nacional do caso, decidiu dar preferência para os veículos nacionais ou de outros estados. Corri para lá, quando cheguei, o golpista já tava falando com o Fantástico e com o Domingo Espetacular. Por sorte, nenhum deles sabia o inquérito de trás para frente como eu.

Por ser de fora, o colega não tinha motivo algum para retribuir os favores. No dia seguinte ele iria embora e nunca mais teríamos contato em uma cobertura factual. Mesmo assim, ele não deixou de retribuir. E, por causa dele, garanti uma matéria diferenciada da concorrência local, sem precisar do pool. Só na base do coleguismo.